Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Santos, registrou movimento intenso desde o período da manhã (Sílvio Luiz/AT) Milhares de devotos celebraram em igrejas da Baixada Santista o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Em Santos, a data foi marcada por muitas demonstrações de fé e devoção. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Aparecida, foi necessário abrir um anexo à igreja para comportar os fiéis e também disponibilizar um telão do lado de fora para garantir que ninguém ficasse de fora da celebração. E havia de devotos de todas as idades: a bebê Maria Júlia, por exemplo, com 8 meses de vida, estava nos braços da mãe, Carolina Mirele Figueira, de 33 anos. “Eu quero que ela também siga essa fé que eu tenho em Nossa Senhora Aparecida, e que ela a projeta e abençoe”. Carolina contou que ‘ nasceu’ na Igreja Católica, mas não foi criada dentro da religião. Devota de Santo Expedito, ela revela que foi ele quem a tornou uma fiel mais assídua ao catolicismo. “Depois, junto com ele, fui sendo devota de Nossa Senhora da Aparecida, que é a protetora das crianças”, conta. A fé na padroeira foi renovada depois dela interceder pela avó do marido, que também estava presente na celebração. Criado no ambiente da Igreja Católica, Régis Figueira conta que a avó tinha quebrado o fêmur aos 85 anos. A promessa feita a Nossa Senhora garantiu que a idosa se restabelecesse. Aliás, a fé também vem de família. “Através da devoção da minha avó, eu também frequentei a igreja. E agora a gente quer passar o nosso aprendizado para a nossa pequena, que tem oito meses”, afirmou. Mãe e filho Dulcinéia Dainés, de 81 anos, chegou à igreja acompanhada pelo filho Jefferson de Moraes, de 60 anos. Antes de sair de casa, a idosa garantiu que agradeceu à imagem da santa que mantém em seu quarto. “Ela dorme comigo, fica sempre perto de mim. Agradeço a ela todos os dias e sou muito feliz porque tenho Deus e Nossa Senhora junto comigo”, afirma. A idosa revela que já pediu muitas coisas à santa, e o restante da família não é diferente. Antes de morrer, a mãe de Dulcinéia e avó de Jefferson pediu que Nossa Senhora Aparecida tomasse conta dos familiares que deixou para trás. “Ela tinha uma imagem de ferro da santa. Quando ela morreu, tinha um papel enrolado dentro, prometendo que ela cuidaria de nós”, conta o aposentado emocionado. As lágrimas não são à toa: um dos milagres atribuídos à santa foi salvá-lo da covid-19, que o fez ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), prestes a ser intubado. Dois anos depois do que, na época, parecia ser o fim, ele presta homenagem à Nossa Senhora Aparecida, que sempre intercedeu por ele. “Minha devoção por ela é constante”, afirma.