Elevadores da passarela da Alfândega, que dão acesso à travessia de barcas e, agora, ao Parque Valongo, pararam duas vezes desde sexta-feira (5) (Alexsander Ferraz/AT) A operação dos elevadores da passarela da Alfândega, que dá acesso à travessia de barcas Santos-Vicente de Carvalho e, agora, ao Parque Valongo, voltou a preocupar quem passa por ali. O equipamento teve problemas duas vezes desde o dia 5, data da abertura do novo ponto turístico santista. Usuários frequentes temem que os elevadores não suportem o esperado aumento do fluxo no local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O portuário Levi Ferreira afirma que o aparelho “não serve nem para o pessoal que trabalha, quanto mais para quem vem ver a atração turística. Acho que deveria ter outro elevador, ou, pelo menos, um com capacidade maior”. Outra preocupação de pedestres da passarela é com a segurança. Há o medo de ficar preso no elevador, como aconteceu com nove pessoas no último domingo. A gerente de vendas Daniela de Menezes acaba usando a escadaria. “Não é uma boa opção, mas eu mesma subo todos os dias porque não confio no elevador.” A arrecadadora Vera Lúcia Santos da Silva, funcionária da estação de barcas, afirma que, em geral, o equipamento funciona bem, mas práticas ruins de usuários comprometem o elevador. “(O elevador quebra) Quando há excesso de passageiros, o peso ultrapassa e, então, ele trava, mas os consertos são rápidos”. Contudo, a arrecadadora, que usa a passarela todo dia, acredita haver o que melhorar no local. “Existem muitas pessoas de mais idade que usam a bicicleta e que passam por aqui, e acabam tendo que utilizar o elevador. Se tivesse outro acesso para eles, seria mais viável.” A primeira das duas ocorrências recentes no elevador, que coincidiu com a inauguração do Parque Valongo, foi causada “pelo mau uso do equipamento. O limite de pessoa indicado não foi respeitado”, disse, em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS), estatal responsável pelo Porto. O Corpo de Bombeiros e a empresa responsável pela manutenção do equipamento foram acionados. Ninguém se feriu. No domingo, nove pessoas, incluindo crianças e idosos, ficaram presos no elevador, que tem capacidade para dez pessoas e suporta até uma tonelada. Ninguém se machucou. De acordo com a APS, houve um problema técnico. Uma peça defeituosa seria trocada na segunda-feira. APS: mau uso A APS ressaltou que, nos últimos meses, muitas interrupções no funcionamento do aparelho ocorreram “devido ao mau uso” por parte do público, como quebra de botão de acionamento e usuários forçando a abertura da porta do elevador, danificando peças que “nem sempre estão disponíveis em estoque”. Ainda segundo a APS, foram contratados ascensoristas para os elevadores da passarela. E a manutenção cabe à empresa Upsafe, a qual realiza “manutenções mensais preventivas e, sempre que o elevador para de funcionar, efetua manutenções corretivas”, com atendimento 24 horas por dia. A estatal declarou que a construção de uma rampa para bicicletas na passarela — ideia noticiada em agosto — está com projeto executivo em elaboração