Elevador despencou do térreo para um fosso, deixando estudantes presos por cerca de 10 minutos (Reprodução) Um dos elevadores do prédio que abriga a Etec Dona Escolástica Rosa e a Fatec Baixada Santista, na Avenida Senador Feijó, em Santos, despencou e ficou travado com pessoas presas dentro dele na manhã desta segunda-feira (3). Conforme apurado pela reportagem de A Tribuna, o equipamento ficou travado por 7 minutos, com dez pessoas dentro. Apesar do ocorrido, ninguém se feriu. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com alunos ouvidos por A Tribuna, a maioria dos que estavam no elevador eram estudantes da Fatec. O grupo também contava com ao menos um aluno da Etec e uma mulher grávida. Esse é o segundo episódio do tipo a acontecer nos últimos três meses no prédio que sedia as unidades de ensino. No último dia 19 de março, um dos elevadores do prédio, que levava cerca de 20 estudantes, ficou preso entre dois andares. Os alunos conseguiram sair por uma brecha, com a ajuda de pessoas que estavam nos corredores do local. “É um descaso do Estado, e nós [estudantes] alertamos sobre isso faz tempo”, protesta um estudante, que preferiu não se identificar. O Centro Paula Souza (CPS), órgão responsável pelas Etecs e Fatecs, disse, em nota, que todos os alunos que estavam dentro da cabine deixaram o local em segurança. Além disso, a entidade afirmou que a empresa de manutenção foi acionada para vistoriar o equipamento e que, no momento, um elevador está em funcionamento. O Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Santos foram procurados pela reportagem de A Tribuna e afirmaram que não atenderam a ocorrência. -Veja o vídeo (1.421663) Problemas estruturais Segundo o estudante Yago da Silva de Souza, representante de uma turma do curso de Gestão Portuária, os elevadores são um dos problemas estruturais com os quais os alunos do CPS, responsável pelas Etecs e Fatec, convivem diariamente. “Tem quatro elevadores, só que apenas dois funcionam e um deles sempre tem problemas”, explica. Em fevereiro, A Tribuna noticiou que apenas um dos quatro elevadores disponíveis no prédio estava funcionando. Na ocasião, estudantes ouvidos pela reportagem também mencionaram problemas como goteiras e buracos espalhados pelo teto e mau funcionamento do sistema de climatização. Na época, o CPS respondeu afirmando que todo o sistema de climatização foi revisado antes do início do ano letivo e que vistorias eram realizadas periodicamente. Em relação aos elevadores, o órgão afirmou que os equipamentos passaram por manutenção no dia 21 daquele mês.