[[legacy_image_187115]] Santos deu início nesta segunda-feira (27) aos serviços de zeladoria executados por detentos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Vicente. São 260 presos que vão trabalhar na limpeza de toda a cidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Um dos pontos de início foi a Praça Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Aparecida. Representantes da Prefeitura e do CPP estiveram reunidos no local para conversar com um grupo de detentos, que começou a limpar os arredores da praça em seguida. O prefeito Rogério Santos (PSDB), que acompanhou o início dos trabalhos, explica que os reeducandos vão atuar em serviços como jardinagem, capinação, pequenas podas, reparos em calçadas e manutenção hidráulica e elétrica. "Se a gente quer acabar com a criminalidade no Brasil, precisamos reduzir a desigualdade social, que é fruto da falta de oportunidade. Essas pessoas terão capacitação, emprego e geração de renda. Elas poderão ajudar suas famílias, muitas delas desprovidas", comenta o prefeito, em entrevista para A Tribuna. Os detentos são do regime semiaberto e vão ser divididos entre o Centro, os Morros e as zonas Leste e Noroeste de Santos. Eles terão uma jornada de trabalho de 8h, com uma hora de intervalo para refeição. A remuneração é de um salário mínimo (R\$ 1.212,00). O transporte ao local de trabalho e o retorno ao CPP de São Vicente serão de responsabilidade da Prefeitura. Além dos trabalhos na zeladoria, os reeducandos vão receber capacitação através das ecofabricas. "Serão feitos blocos de cimento para pavimentação, onde faremos confinamento de pilhas, baterias de celulares e uso de madeira reciclada na manutenção das vias públicas, de uma maneira a preservar o meio ambiente", afirma Rogério Santos. "Ajudar a família"Um dos detentos que começou a trabalhar na Aparecida é Rodrigo Jonas Tavares, de 46 anos. Com pena prevista para se encerrar em 2024, ele comemora a oportunidade de poder trabalhar e ajudar os familiares. "A expectativa minha é muito grande. Não só minha, mas dos rapazes que estão vindo trabalhar comigo. Nossa autoestima melhora. Queremos ver esse mundão aqui fora, que a gente deixou pra trás quando fizemos uma escolha errada. Queremos nos ressocializar com as pessoas, ter nossa vida de volta e fazer algo pra nossa família", declarou Tavares. Redução de penaO diretor do CPP de São Vicente, Renato Silva, ressalta que a cada três dias trabalhados, o preso tem a pena abatida em um dia. Em caso de falta disciplinar, que pode ir de uma desobediência até o cometimento de um crime, o detento perde esse direito. "A perspectiva nossa é que esse contrato dure por muitos anos. A princípio, ele tem duração de um ano, mas a gente pretende prorrogar por mais tempo. São todos presos do regime semiaberto, que já tiveram algumas saidinhas, indo para a casa deles e retornando à unidade. Eles são selecionados e têm boa conduta", disse Silva.