[[legacy_image_190984]] Uma moradora de Santos sofreu um golpe on-line após ter suas redes sociais invadidas através de uma ligação. Ao tentar registrar uma ocorrência no 3º Distrito Policial (DP) da Cidade, na Ponta da Praia, ela afirma que foi informada que nada poderia ser feito, devido ao baixo número de seguidores que tem. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) foi procurada, mas não justificou a atitude da Polícia Civil. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os golpistas anunciaram diversos itens para venda na conta da dentista Fabiana Saloio, além de pedir transferências via Pix para seus contatos. O crime foi no último dia 28, após Fabiana receber uma ligação que dizia ser de uma empresa de seu conhecimento. "Eles se apresentaram como funcionários de um congresso de odontologia, o qual vou participar. [Os golpistas] já tinham minhas informações pessoais e falaram que precisavam confirmar minha inscrição", contou, em conversa com A Tribuna. Ao solicitarem a confirmação, encaminharam um link por mensagem, que foi aberto pela dentista. Através da ação, os criminosos conseguiram entrar no WhatsApp e Instagram da vítima, iniciando, assim, as solicitações de transferências bancárias e anúncios de vendas falsas nos stories de Fabiana. [[legacy_image_190985]] Ao ver que havia perdido acesso de suas contas pessoais e comerciais, Fabiana começou a receber mensagens de amigos e parentes questionando as ações suspeitas em suas redes sociais. Os criminosos chegaram a criar um grupo no WhatsApp com pacientes da vítima para solicitar transferências. Desta forma, a dentista ligou para o 190, onde foi orientada a ser dirigir até o distrito policial mais próximo de sua residência para registrar um boletim de ocorrência. "Quando cheguei lá, com as provas do crime, fui questionada sobre a quantidade de seguidores da minha página. Quando disse dois mil, eles me falaram que o número era insuficiente para registrar um B.O". A única instrução que a vítima recebeu foi a de iniciar uma nova conta no Instagram e bloquear seu número de celular na operadora. Fabiana conta que tentou fazer um boletim eletrônico, mas na hora de preencher os dados encontrou dificuldade. E, por isso, ela resolveu avisar os conhecidos e clientes mais próximos do possível golpe que poderiam sofrer.A dentista afirma não ter mais confiança para se manter ativa nas redes sociais. "Fica difícil. Hoje o mundo está muito tecnológico. Não tenho paciência para correr risco novamente. É perigoso demais", concluiu a vítima. O que fazer em casos de conta hackeada?Para a Reportagem de A Tribuna, a advogada Giovanna Rangel Garcia indica que em casos de invasão no WhatsApp, a vítima, ao tomar conhecimento da fraude, tem a possibilidade de enviar imediatamente um e-mail para mailto:support@whatsapp.com com o assunto “Conta hackeada - desativação de conta”, relatando a ocorrência.Além disso, toda vítima tem o direito legal de registrar um Boletim de Ocorrência, seja de forma eletrônica ou física. A pessoa deve exigir o direito da denúncia, independente da situação de suas contas. Ainda segundo a profissional, a punição deste crime cibernético - invasão de dispositivo alheio -, está prevista no art. 154A do Código Penal, que prevê pena de um a quatro anos e multa para quem invadir dados alheios, conectado ou não à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa do usuário. Há a possibilidade do registro de B.O online, que pode ser feito neste link.