Comerciantes de Santos aguardam com otimismo retomada de atividades nesta quinta

Comércio deve voltar de forma gradativa na cidade a fim de recuperar a economia local

Empresários e comerciantes estão otimistas com a retomada das atividades na quinta-feira (11). Mesmo ainda de forma gradativa e com uma série de restrições, entendem se tratar de um pontapé inicial para uma recuperação na economia, que segundo eles, levará um bom tempo para se reestabelecer. 

Ao mesmo tempo que o decreto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), publicado ontem, no Diário Oficial do Município, dá esperança, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf, prefere aguardar o posicionamento do Governo do Estado, amanhã, sobre a flexibilização da quarentena. 

“Temos nos desgastado porque não há uma certeza. A prefeitura fala, mas depende do Estado”, diz Assaf. Ele ressalta que há duas semanas manteve a região na zona vermelha – só permitindo serviços essenciais -, apesar de os chefes de executivos afirmarem que a Baixada Santista estava na zona laranja. 

O sindicalista informa ter pedido ao prefeito para avançar a flexibilização na cidade, haja visto que o comércio permaneceu fechado nos últimos 15 dias. “No foi acatada. Vamos esperar essa abertura para começar a respirar e tirar o mofo das prateleiras”. 

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e similares (Sinhores), Heitor Gonzalez, comemora a flexibilização para os hotéis que, de acordo com ele, estão entre os mais prejudicados em tempos de pandemia. “Eles estão com receita zero”, compara aos restaurantes e bares que “arrecadam entre 10% e 40%” do faturamento “com o delivery”.

Gonzalez acredita que, agora, hotéis, motéis e pousadas vão poder respirar um pouco. Apesar da restrição a turistas, os locais poderão preencher 30% da capacidade. O atendimento será exclusivo a clientes corporativos ou contratos de moradia com prazo mínimo de 30 dias.  “Existe uma demanda por corporativo. São profissionais que voltam todos os dias a São Paulo”. 

“Esse foi um pleito nosso. Entendemos os motivos dos turistas não virem pelo fato da praia estar fechada, mas também acreditávamos que estava na hora de fazer uma retomada planejada, consciente e equilibrada”, destaca o presidente do Sinhores. 

Ele ressalta que a necessidade gradual, inclusive, é fundamental para educar as pessoas, de clientes e funcionários, aos donos dos estabelecimentos, sobre os cuidados com a higiene e protocolos a serem seguidos para garantir a manutenção da flexibilização e constantes reduções nas restrições. 

Espaços religiosos

Igrejas e templos religiosos, de acordo com o decreto, podem receber apenas 30% de fieis, além de adotar todos os cuidados com higienização e seguir os protocolos de segurança, além de não poder receber crianças ou pessoas com mais de 59 anos. 

Pastor da Igreja Bola de Neve e vice-presidente do Conselho dos Pastores de Santos, Eric Vianna, aponta que hoje os cultos são realizados para mais pessoas via plataformas digitais, o que tem sido fundamental para evitar o contágio da covid-19. Ao mesmo tempo, entende a importância de receber as pessoas e ter a troca presencial.
Com a flexibilização, o sentimento dele é de uma maior responsabilidade. “Entendemos que a igreja vai funcionar como um catalizador de boas informações para a flexibilização ser consolidada e não deixado que ocorram retrocessos”, disse. 

Igrejas católicas fechadas
O bispo Diocesano de Santos, Dom Tarcísio Scaramussa, informou que as igrejas permanecerão fechadas para grandes celebrações, estando abertas apenas para visitações e orações individuais. 

“Esta reabertura é desejo de todos e já começamos a preparação, junto aos sacerdotes de nossas paróquias, para atuarmos segundo os protocolos sanitários e de comunicação necessários, de acordo com as orientações das autoridades sanitárias do Município”.

Scaramussa, no entanto, ressalta estar atendo à evolução da pandemia. “Entendemos que neste momento ainda há aumento de circulação do vírus e de infecções e, portanto, de grande risco. Nosso posicionamento é de precaução”.

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