Fazenda sofria com falta de energia constantemente (Reprodução) Associados e colaboradores do Centro de Apoio e Recuperação de Dependentes Químicos (Cactos) de Santos, uma comunidade terapêutica sem fins lucrativos, estão questionando o uso das verbas e doações arrecadadas pelo órgão. Eles abriram um requerimento na Câmara Municipal, no último dia 11, uma terça-feira, argumentando que não há transparência na gestão financeira do local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O diretor de Captação de Recursos, Adelmar Salgosa, foi entregar alimentos na Fazenda Ciro Fanha, onde acontecem os tratamentos, no dia 8 de junho, e foi surpreendido com o local completamente vazio. Os tratamentos foram desativados, os internos liberados, e a direção disse que não foi sequer avisada. "Mesmo sendo diretor de capacitação de recursos, eu não tinha nenhuma informação de gestão financeira. Em abril tivemos a noite da pizza com 300 pessoas e até hoje temos dificuldade no fechamento das contas, pois não tivemos acesso aos extratos bancários e a conferência de entradas e saídas", expôs o voluntário nas redes sociais. Segundo apurado por A Tribuna, a fazenda sofria com falta de energia constantemente, por vários dias, fazendo com que os internos tomassem banhos frios. O empresário e associado Reinaldo Cortes também se pronunciou sobre a situação. "Fui atrás da presidência, em busca de informações básicas para entender o que acontece internamente, mas as informações foram todas negadas. Agora, estamos em busca da verdade, que deveria estar estampada em todo lugar", declarou. O requerimento solicita que o Cactos envie os seguintes documentos: estatuto vigente, corpo diretivo, balancetes, detalhamento da origem e destinação dos recursos financeiros, número de associados ativos, fundamentos do tratamento aplicado, e relatórios analíticos dos resultados obtidos com o tratamento. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com os responsáveis pelo Centro de Apoio e Recuperação de Dependentes Químicos e as ações citadas, mas não obteve uma resposta até a data de publicação desta matéria.