Catraias estão com demanda acima da média (Daniel Gois/ AT) A travessia de catraias entre Santos e o distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, litoral de São Paulo, teve grande movimentação nesta quarta-feira (9) após o serviço de barcas ser interditado por conta do afundamento de uma estrutura. A mudança mexeu com a rotina dos usuários, que não esconderam a indignação com os transtornos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O comprador de obras Edson Nunes da Mota, de 49 anos, precisou acordar 30 minutos mais cedo para sair do Jardim Alvorada, bairro onde mora em Vicente de Carvalho, utilizar as catraias e seguir para o trabalho, no Porto de Santos. “O carro da empresa (onde trabalha) teve que alterar a rota para me buscar na catraia. Tive que vir mais cedo por causa disso. Saí de casa às 6h para poder estar a tempo aqui. E na Alemoa sempre tem trânsito“, comenta. Ao saber do afundamento de um flutuante na travessia de barcas, Edson Nunes, também formado em Engenharia Civil, questiona por que a estrutura não foi substituída por uma nova. “Nessas tecnologias tão modernas, por que não trouxeram outro píer, moderno, em vez de reformar aquele? Isso é inaceitável”, critica. O soldador Thiago Luis Delfino Hilário, de 35 anos, também teve a rotina impactada. Morador do bairro Morrinhos, em Guarujá, ele utiliza a travessia de barcas todos os dias. Em seguida, pega uma outra embarcação, ao lado do terminal de Santos, para ir até a Ilha Barnabé, onde trabalha. “É uma vergonha. A gente passa todo dia humilhação. É uma luta para ir trabalhar e ainda acontece essa paralisação. É ruim”, reclama. Junto com Thiago também estava o técnico em planejamento Bruno da Silva Franco, de 28 anos, morador da Vila Edna, em Guarujá. Ambos tiveram que ir pela catraia e, depois, solicitar uma corrida por aplicativo para seguir até a embarcação que vai para a Ilha Barnabé. “É ruim, porque quando a gente desce dali (na travessia de barcas) está na porta da outra barca para ir trabalhar. E o deslocamento que a gente vai ter hoje é bem maior que o anterior”, comenta. O que aconteceu? Nesta terça-feira (8), a travessia de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho foi interditada para manutenção emergencial no terminal de Santos. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil), a força das ondas danificou vigas de sustentação, o que provocou o afundamento de um flutuante. A interdição está prevista para ir até sexta (11).