[[legacy_image_178900]] Após perder o emprego durante a pandemia de coronavírus, um casal de Santos apostou na produção de massas artesanais inspiradas na receita de uma verdadeira 'nonna' italiana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O engenheiro Sérgio Gonçalves Gonçalez e a professora Flora Maria Justo de Freitas Gonçalez chegaram a vender refeições há cerca de seis anos, quando Sérgio ficou desempregado, mas o negócio não foi para frente na época. "Eu ainda trabalhava em escola, hoje dou só aula particular. Mas eu sempre tive muita vontade de ser empreendedora, abrir uma cafeteria. Como meu marido tinha ficado desempregado, decidi colocar a ideia em prática e comecei a fazer bolo. O Sérgio se animou com as massas", contou Flora. Dos bolos, o negócio acabou virando 'refeições diversas'. Além da sobremesa, eles faziam massas e Sérgio também fazia churrasco em festas, antes de voltar a trabalhar na sua área. "Ele voltou a trabalhar [como engenheiro] e acabamos parando tudo, mas aquilo sempre ficou dentro de mim. Aí no final do ano passado, eu parei de dar aula em escola e ele ficou desempregado novamente com a pandemia. Falei pra ele 'quem sabe não seja a hora de voltarmos a fazer comida juntos?'", relembra a professora. O retorno para a cozinhaAssim que decidiram voltar a empreender, o casal achou melhor focar em um ramo específico e optou somente pelas massas. Segundo eles, ter os aparatos necessários para fazer os quitutes - que ganharam novas opções - ajudou na decisão. Sérgio fez cursos e se aperfeiçoou e foi então que a marca Amassa foi lançada oficialmente no dia 10 de fevereiro deste ano, criada totalmente em família. "O nome partiu do Sérgio. Eu, ele e minhas filhas criamos a logomarca. Foi uma participação em família, envolvendo amigas e namorados até na hora de produzir, vender e divulgar. Assim a gente vai sendo conhecido aos pouquinhos". [[legacy_image_178901]] A receita das massas, inclusive, veio de uma senhora italiana chamada Maria José Arnaldi Barrese, que mora em Bragança Paulista e ensinou 'segredos' de ponto da massa, cremes e até recheios. "Essa senhora é uma grande amiga nossa. Estudei com o filho dela, que foi meu calouro na faculdade, e moramos juntos. Desde então começamos essa amizade que já dura uns 30 e tantos anos", contou Sérgio. O engenheiro lembra que, na casa da dona Barrese, comia massas maravilhosas e brincava que precisava passar um dia aprendendo a cozinhar com ela. "Com as crises de desemprego que tivemos, surgiu a oportunidade. Todo esse aprendizado que temos hoje, veio da dona Maria José Barrese, mãe desse meu grande amigo". O casal celebra o fato de a marca estar crescendo, prezando pela qualidade dos ingredientes usados e o atendimento individualizado. Entre as opções de massa, até mesmo os veganos, que não comem nenhum alimento de origem animal, conseguem saborear. "Estamos crescendo bastante. Tem gente que já comprou e está retornando, tem pessoas que compram sempre, outras que só pediram uma vez e repassaram para frente. A gente tem produzido e vendido tudo ou quase tudo", diz Flora.