Carros alegóricos da Unidos dos Morros refletem músicas de Aroldo Melodia

Escola de samba foi a sexta a desfilar na passarela Dráusio da Cruz, no Carnavla de Santos 2019

Por: Verônica Sampaio & De A Tribuna On-line &  -  24/02/19  -  07:09
  Foto: Vanessa C. Rodrigues/AT

A sexta escola a entrar na Avenida foi a Unidos dos Morros, com o seu samba enredo “Da Ilha de lá, ao Morro de cá. Aroldo Melodia, a voz que faz o povo sonhar”, homenageando um dos grandes intérpretes do samba-enredo. Aroldo cantou durante 36 anos na União da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e colocou a escola entre as grandes. Ele ficou imortalizado por sambas como “O Amanhã” e “É hoje”.

Desfilando as cores azul, verde e branca, a escola contou com 1500 componentes, 16 alas e três carros alegóricos. A escola desfilou durante 51 minutos mostrando temáticas a respeito de religiões afro-brasileiras, misticismo e magia, temas presentes nas músicas do homenageado. O desfile começou com apenas um minuto de atraso.


Madrinha de bateria da Unidos dos Morros animou a apresentação com muito samba no pé
Madrinha de bateria da Unidos dos Morros animou a apresentação com muito samba no pé   Foto: Vanessa C. Rodrigues/AT



O segundo carro alegórico remeteu à música “Minha alegria atravessou o mar”, trazendo um barco e piratas para a avenida. O último carro prestou homenagem a um dos enredos cantados por Aroldo Melodia, “De Bar em Bar, Didi um Poeta”, e contou com a presença de familiares e amigos do homenageado.

Fabiola Trindade, de 41 anos, foi a primeira porta-bandeira da escola. Ela conta que achou tudo muito bonito. A comunidade estava unida, segundo ela.


Unidos dos Morros prestou homenagem a Aroldo Melodia, com carros alegóricos de barco, cigana e bar
Unidos dos Morros prestou homenagem a Aroldo Melodia, com carros alegóricos de barco, cigana e bar   Foto: Vanessa C. Rodrigues/AT



O irmão da porta-bandeira, Renato Trindade, de 43 anos, conta que a escola estava com muita garra, tinha enredo muito bem contado, e alas impecáveis. “Lá no morro é diferente, com pouco sabemos fazer um carnaval como esse. Não desmerecendo as outras escolas, mas estamos fazendo um carnaval impecável, agora vamos esperar a apuração”, disse.

Os dois desfilam há 26 anos, e contam que a família toda é do samba. Eles, que são de São Paulo, ficaram 12 anos na Vai Vai, foram campeões na Império da Vila, passaram pela X-9, e agora estão na Unidos dos Morros. “Pra mim o carnaval é uma forma do povo ser representado, trazer autoestima, contar um pouco da nossa história. É a voz do povo oprimido, é alegria, é ver o povo feliz” completou Renato.


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