Na Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Santos, montagem dos tapetes reuniu muitos fieis desde cedo (Alexsander Ferraz) Fé, respeito e caridade caminham juntos sobre os tapetes detalhadamente produzidos para as celebrações de Corpus Christi, realizadas nesta quinta (30) em paróquias da Baixada Santista. Em frente à Igreja de Nossa Senhora Aparecida, em Santos, 32 “obras de arte” foram feitas pelas pastorias, movimentos e associações para a passagem dos fieis. Nelas, podiam ser encontrados serragem, pó de café, tampinhas plásticas, mas, sobretudo, amor. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Eles são montados há muito tempo e há uma solidariedade, um compromisso de cada paroquiano, de cada fiel, de trazer um pouquinho para a transformação desses tapetes. Eles trazem a face de Cristo, a igreja, além de símbolos católicos que representam a unidade e corresponsabilidade que precisamos ter perante a sociedade”, explica o padre Lucas Alves. Ele ressalta que a data de Corpus Christi possui três princípios básicos: o sacrifício de Cristo, o sacramento da Eucaristia e a sua vivência em comunidade. “A Eucaristia tem como significado a unidade. Então, eu me uno a Cristo e logo preciso me unir àquele que tanto precisa”, ensina. Caridade e aprendizado Não por acaso, o primeiro tapete era o dos Missionários da Caridade. Nele, ficaram as doações de alimentos, destinados a cerca de 85 famílias. Quem cuidava do recebimento dos itens e os colocava no tapete era o portuário aposentado Abílio Marques, de 86 anos. “Estamos aqui nos doando no tapete da solidariedade, dos pobres. Fazendo isso, nós servimos a Deus. Cada quilo de alimento vai fazer a diferença na vida de uma família”. Mais adiante, no tapete feito pelas crianças da Catequese, as pequenas Cecília Rodrigues Castro, de 8 anos, e Maitê Barazal Esteves, de 9 anos, ajudavam nos últimos retoques. Entre serragem e pós de café, as duas comemoravam o resultado do trabalho. “Eu gostei para caramba”, sintetiza Cecília, com a simplicidade infantil. Jovens e trabalho Em outro tapete, os integrantes do Joia (Jovens da Igreja da Aparecida) também cuidavam para que tudo ficasse tudo perfeito. “Minha mãe sempre me levava nos tapetes pra fazer, mas, quando eu era criança, mais atrapalhava o que eu fazia. Agora, vejo como uma renovação da alma, mas também é um momento de muita compaixão com Deus e de aliança com os amigos”, conta o estudante Gabriel Ferreira Bran-dão, de 14 anos.