Em Santos, a Câmara de Vereadores é reflexo da sociedade que representa. E isso passa pela diversidade de seus membros: raça, gênero, orientação social e profissional (Matheus Tagé/Arquivo AT) A Câmara Municipal reflete a sociedade que representa. E isso passa pela diversidade de seus membros: raça, gênero, orientação social e profissional. Em Santos, é possível fazer um mosaico de atividades dos vereadores. Radialista profissional, psicóloga, advogada, portuários, médicos, despachantes aduaneiros, pastores, jornalistas e policiais militares reformados — todos usam sua formação para acrescentar aos debates pautas ligadas a seus segmentos e elevar o nível das discussões. “A comunicação foi a porta de entrada da minha vida pública. Foi através do rádio que comecei a ter contato com as pessoas e criar um vínculo com elas. Foi ali que passei a escutar, a entender as necessidades e tentar contribuir de alguma maneira. A partir dai, a carreira política veio naturalmente”, diz o presidente da Câmara, Adilson Júnior (PP). Ele reforça que a essência da comunicação é a forma como as pessoas se relacionam, trocando ideias, sentimentos e informações. “A política é muito semelhante, fundamental para a vida em sociedade, permitindo que as pessoas se identifiquem, avaliem alternativas e tomem decisões.” A ex-vice-prefeita Renata Bravo (PSD) entende sua formação acadêmica em Administração de Empresas e Direito, com especialização em Recursos Humanos, como fundamental para sua carreira, primeiro como gestora e, agora, na Câmara. “Essas passagens vão contribuindo e colaborando com a experiência profissional, principalmente na gestão pública, além da conexão com a sociedade civil e uma escuta muito atenta às demandas que vêm dela”, entende. Sem ego A psicóloga Cláudia Alonso (Pode) também pensa que seu passado ajuda a construir seu presente como vereadora. “Não tem como a gente deixar de lado a nossa profissão. E não tem como esse ofício não influenciar na nossa atuação na vereança. Como psicóloga e como atriz, tenho de alguma forma o exercício do distanciamento, que é quando você não coloca as suas questões emocionais nas pautas, mas sim, os objetivos claros, precisos e muito éticos daquilo que vai beneficiar a população.” Por representar um coletivo, isto é, uma cidade, Claudia considera que não se pode, “por ética, colocar os seus preceitos pessoais” em primeiro plano, mas os da comunidade. “Esse caráter ético da profissão é o que mais me ajuda no exercício de ser vereadora.” Enquanto isso, José Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PP), respira Porto de Santos há mais de cinco décadas. Com passagem por empresas, dá especial atenção aos assuntos do setor — como uma consequência natural da vida. “Muitas coisas a gente foi aprendendo, não tinha noção nenhuma de política, até porque minha família não queria, meu pai nunca gostou disso. Mas procuro, com meu trabalho, ao conversar com as pessoas de todos os bairros, ajudar a melhorar a Cidade. E vamos trabalhando porque tem muita gente precisando da gente”, resume. (Reprodução)