Um dos objetivos é evitar a erosão costeira e recuperar a faixa de areia das praias (Alexsander Ferraz/ AT) Santos tem tomado medidas práticas para combater o avanço do mar e proteger as praias da cidade. Em vez de apenas criar planos, a cidade tem investido em soluções para enfrentar esses desafios. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em 2018, a cidade firmou uma parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para começar um projeto-piloto de proteção costeira, algo inédito no Brasil. O objetivo é evitar a erosão e recuperar a faixa de areia das praias da Aparecida e do Embaré. Uma das ações desse projeto foi a instalação de uma barreira submersa na Ponta da Praia, feita com 49 geobags (sacos de areia) dispostos em formato de L. O resultado inicial dessa ação foi um aumento de 8,9 cm na altura da areia no local, além de uma redução dos danos causados pelas ressacas, que são frequentes na região. O projeto continua sendo acompanhado, com apoio da Autoridade Portuária de Santos, e há planos de expandir a ação para outras áreas da orla. O secretário de Meio Ambiente de Santos, Márcio Paulo, afirmou que o trabalho da cidade é uma referência no Brasil, pois combina estudos científicos com ações práticas. Ele também destacou que o planejamento começou há dez anos, com o objetivo de tornar Santos mais preparado e resistente aos impactos das mudanças climáticas. Além das ações físicas, Santos também investe em tecnologia para monitorar o clima e as áreas de risco. Durante a temporada de chuvas fortes, que vai de dezembro a abril, a cidade segue com o Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC), que ajudou a evitar mortes nas áreas mais vulneráveis. O monitoramento das condições climáticas e do avanço da maré é feito o ano todo por meio do Centro de Controle Operacional (CCO), que possui 1.736 câmeras espalhadas pela cidade, algumas delas focadas em áreas propensas a alagamentos e problemas com o mar. O CCO também usa drones para fazer imagens aéreas das áreas de risco. A cidade ainda conta com a parceria do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH-Unisanta), que fornece informações sobre o mar, importantes para o plano de prevenção contra ressacas e inundações. Se a previsão do tempo indicar risco de alagamentos ou fortes ventos, a Defesa Civil alerta as equipes responsáveis por controlar os canais e as áreas verdes da cidade, além de manter os sistemas de monitoramento em operação. Com essas medidas, Santos busca minimizar os danos causados por eventos climáticos extremos e proteger seus moradores.