Operação do novo trecho começa até agosto, e há lojas cuja fachada foi tampada por futuras estações (Vanessa Rodrigues/AT) Comerciantes do Centro de Santos estão descontentes com o atraso no início da operação do segundo trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará a Avenida Conselheiro Nébias ao Valongo. O novo prazo dado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é que a operação terá início até agosto. Antes, a previsão era até o fim deste semestre. Freitas informou a nova data no dia 18, na reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), em Santos. Ele citou a necessidade de testes pré-operacionais e ajustes no sistema de semaforização do VLT. Dono de uma loja em frente a uma estação do VLT, Rogério Alves Vianna, de 43 anos, ficou frustrado com o novo prazo. “Nós somos sobreviventes na Rua João Pessoa. Muitos comércios fecharam.” Vianna comenta que terá despesa para refazer a fachada da loja, tampada pela estação. “As saídas são laterais, logo, as pessoas não vão acessar minha loja descendo do VLT, pois estamos no meio do quarteirão.” Gerente de outra loja, Maria Luiza Oliveira Cardoso, de 22 anos, também sofreu com a fachada encoberta pela estação. “Ano passado, entrei em contato com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), e informaram que (o VLT) seria entregue em julho. Estávamos ansiosos. Agora, mais uma prorrogação desanima.” O segundo trecho do VLT vai ligar o ramal Barreiros-Porto ao Valongo, com uma estação inicial na Avenida Conselheiro Nébias. (Vanessa Rodrigues/AT) Menos clientes Apesar da expectativa de que o fim da obra levasse mais clientes, donos de lojas se consideram prejudicados pelo afastamento de consumidores em decorrência dos serviços. Calçadas quebradas, por exemplo, foram um problema. “Os clientes não conseguiam passar. Teve até problema de cliente cair em frente à loja e abrir reclamação”, disse Maria Luiza. A situação se repetiu com um cliente da óptica da qual Roseli Fonseca, de 50 anos, é gerente. “O movimento caiu bastante, os clientes não passavam pela rua. Tinha muitos buracos e máquinas das obras”. Como os trilhos do VLT passam diante da óptica, quem está de carro não pode estacionar. Por isso, “o público acaba não vindo ao Centro”. Serão oito quilômetros de percurso e 12 pontos de embarque e desembarque. Espera-se que cerca de 35 mil passageiros utilizem o transporte diariamente. A EMTU não se pronunciou, até a publicação desta matéria, sobre o novo prazo de entrega das obras.