[[legacy_image_167030]] Com materiais recicláveis e sucatas de ferros-velhos, o artista santista Paulo Cavera, de 50 anos, integra todo o tipo de material em esculturas. De animais gigantes até bustos romanos, ele quer conscientizar o público sobre o meio ambiente e mostrar que a arte pode estar ao alcance de qualquer um apenas com o que há disponível. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Formado em Arquitetura, Cavera conta que começou a mexer com reciclagem na infância, ao utilizar tubos de pasta de dente de metal para fazer brinquedos. Com o passar do tempo, optou pelas sucatas em seus trabalhos. O artista cita a utilização de tambores de cerveja de PET, tampinhas plásticas, ferros e papelão, que é deixado de molho para virar massa. “Também utilizo muito isopor descartado. É um dos lixos mais poluentes que existe. No caso, os bustos são de isopor, descartado de caixas de salmão”. [[legacy_image_167031]] Além das esculturas, o artista trabalha com outros tipos de arte, como grafite, pintura e cenografia. Com seus trabalhos, o desejo é reafirmar que arte pode vir de todos os lugares e nem sempre é preciso ter experiência acadêmica para colocar a mão na massa. “É possível fazer suas próprias esculturas e artes com o que tem disponível na mão. As pessoas não precisam ter diplomas, a arte está a nosso alcance. Quero passar que, sobretudo, reutilizem materiais e, talvez, despertem uma consciência sobre o planeta, os animais e o descarte do que consumimos”. Atualmente, o estúdio de Paulo Cavera fica em São Paulo. Porém, boa parte dos clientes está em Santos. Ele afirma, ainda, que todas as suas peças possuem um grau de importância, mas cita que tem feito várias esculturas grandes, como o Cristo Redentor, uma abelha e um leão. [[legacy_image_167032]] Leão da praiaUma das obras é um leão inspirado na estátua presente no jardim da orla santista, em frente à Praia do Gonzaga. No caso do artista, a escultura foi feita para um bar da Cidade e também leva material reciclável. A escultura da praia é um dos cenários fotográficos mais tradicionais de muitos turistas e moradores que passeiam por Santos. [[legacy_image_167033]] “É muito prazeroso fazer uma escultura tão marcante. Adoro fazer esculturas de animais. Com o leão, procurei ser o mais fiel à peça que está na praia. Tentei chegar o mais perto possível do formato dele (leão), mas o fator tempo é um desafio também, então a técnica tem que estar de acordo com esse tempo”. FuturoAgora, o santista está focado em montar uma exposição com suas peças. No futuro, sonha em ajudar outras pessoas a realizarem manifestações artísticas. “Tenho vontade de colocar em pratica um projeto de atuar com crianças e pessoas em situação de rua utilizando os ferros-velhos como ateliê coletivo, despertando a arte como forma de inclusão”.