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Sábado

19 de Outubro de 2019

Aparecida, força que vem da fé

É dia de homenagens e orações a Nossa Senhora Aparecida

Nem mesmo com o neto entre a vida e morte a fé de Regina Celia em Nossa Senhora Aparecida se abalou. Agora com Heitor, de 1 ano, no colo, ela conta um dos milagres que recebeu. Neste sábado (12), os dois se unem aos mais de 17 mil fiéis esperados na programação em homenagem à santa, na paróquia de Santos. No dia dedicado a ela, padroeira do Brasil, o dia será de comemorações, missas e festa em toda a Baixada Santista.

O bebê nasceu com 32 semanas e passou 25 dias na UTI. Complicações fizeram com que chegasse antes do tempo previsto. Nesse período, Regina Celia, que sempre se dedicou às atividades de sua paróquia, redobrou as orações. “Foram tempos difíceis. Quando finalmente pôde ficar com ele, minha filha passava o dia inteiro no hospital”, lembra ela, que tem 66 anos.
Mas algo jamais mudou, apesar das dificuldades: o sentimento de Regina Celia. “Nunca perdi a fé. Ganho uma força que não dá para explicar.”

Depois de tantos anos, ela brinca que já tem liberdade nos pedidos. “Às vezes, chega a ser uma ordem. Falo para Nossa Senhora ir na frente, e vou atrás. Tanto que não gosto de promessas, pois acredito que seja uma barganha. É pedir algo em troca de alguma coisa”, explica a fiel.

Primeira vez

Na mesma paróquia em que Regina Celia é voluntária, Judite Maria dos Santos, de 54 anos, e o marido, Ademir José Jacinto, de 76, entraram pela primeira vez na última semana. A promessa era de voltarem hoje, para a festa da padroeira. De Bertioga, o casal se mudou recentemente para a Ponta da Praia.

Ela, que reza todas as manhãs e noites, conta que recebeu diversos milagres. Um dos mais importantes de sua vida aconteceu quando tinha 17 anos. Grávida de três meses, perdeu o bebê e foi avisada pelos médicos de que jamais poderia engravidar novamente. “Minha filha de 32 anos e meus três netos mostram que a Medicina se enganou.”

Para Judite, uma promessa para Nossa Senhora Aparecida mudou seu destino. “Todos diziam que eu morreria no parto, quando engravidei de novo. Mas minha fé era maior do que tudo isso.”

Durante a entrevista para A Tribuna, Ademir também descobriu que havia recebido um milagre há cinco anos. “Ele tinha enfartado, e eu me apeguei à fé. Sabia que seria a melhor maneira de vê-lo ultrapassar tudo isso. Agora, estamos aqui juntos, cheios de saúde”, conta Judite.

Comemorações

O padre Lucas Alves da Silva, da Igreja Nossa Senhora Aparecida em Santos, convida para a festa que a paróquia fará neste sábado. “Teremos mais de 200 voluntários só nas barracas de comidas e bebidas. Os preparativos começaram em março, com palco, música e missas ao longo do dia.”

Toda a renda será revertida para a manutenção da unidade e para as famílias acompanhadas pela pastoral. 

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