(Alexsander Ferraz/AT) Por que quer ser prefeito de Santos novamente? Eu sou apaixonado pelo Centro, as praias e por esse orgulho de ser santista. Eu me qualifiquei para isso. Então, é uma mistura de amor e vocação. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Quais seus planos para a saúde? A gente fez muita coisa nos últimos anos. UPAs (unidades de Pronto Atendimento), policlínicas, introduziu a telemedicina. Teremos o primeiro Hospital Pediátrico. Mas hoje a grande questão é o que aconteceu pós-pandemia. Ela represou muitos exames e cirurgias eletivas. Hoje, contudo, alguns exames na Prefeitura são mais rápidos do que no próprio plano de saúde. Fizemos mutirões, contratamos exames, procedimentos, que serão ampliados. Com relação à educação, o sr. fala em 75% das escolas em período integral, mas ainda há bastante a fazer. O que tem planejado? Melhorar a qualidade do ensino ainda mais, através de uma pactuação com os professores, de resultados, com a valorização dos profissionais da educação. Nós vamos ampliar alguns programas como o Jovem Doutor e o Jovem Ouvidor. Além disso, comprei três novas unidades, já entreguei duas novas escolas e estou construindo três. Hoje, todas têm Wi-Fi, lousas digitais e tablets. Houve entregas, mas déficit habitacional ainda existe. Que fazer? No Dique da Vila Gilda, nós entregamos o maior conjunto habitacional dos últimos anos, o Tancredo (Neves), com 1.120 unidades; entregamos mais 140 unidades para a comunidade das Malvinas, na Caneleira. 540 no Prainha; mais 400 no Jabaquara. Na região de Morros, entregamos 190 unidades e estamos procurando terrenos. E, nos cortiços, temos uma programação de 400 unidades, e vamos entregar agora 50. Obtivemos um empréstimo internacional para 864 unidades no Estradão. Fora o Parque Palafitas, cujo licenciamento foi feito pela Prefeitura. Somamos, ainda, 1,3 mil regularizações fundiárias. Sobre segurança pública, está em um patamar suficiente? Pela primeira vez, a Guarda Municipal é armada. Investi em veículos, estamos com 117 viaturas. Compramos drones de última geração e teremos mais 1,5 mil câmeras. Fiz um novo plano de cargos e salários. O que o sr. pode falar sobre funcionalismo público e finanças? Todos os anos, dei um aumento salarial acima da inflação. Há um acumulado positivo, não só no salário, mas aumentei também vale-alimentação, gratificações, reenquadramentos, promoções na área da educação. E isso depende de uma política fiscal positiva da Cidade. E sobre obras na Cidade? O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foi uma obra que impactou muito na Cidade, mas vai impactar em termos de mobilidade e desenvolvimento urbano. Investimos em iluminação, com 75% da Cidade até o fim do ano em LED. Tiramos do papel a estação elevatória no Castelo e agora já temos recursos para fazer mais em Alemoa, Saboó, Santa Maria, Rádio Clube e Vila Haddad. E o endividamento nosso é de 3%, que não é dívida, é investimento. Temos financiamentos. Sobre geração de empregos e renda, quais as ações previstas? Depende de dois fatores: qualificação e investimento. Na qualificação, temos as Vilas Criativas, que qualificam 2 mil pessoas por ano, vários cursos certificados pelo Centro Paula Souza. Consegui com o governador (Tarcísio de Freitas, do Republicanos) a primeira faculdade pública da Zona Noroeste. Houve investimentos no Centro Público de Emprego e na relação com as empresas. Isso tem gerado expectativas, faz com que a construção civil aqueça. E a relação com o Porto? Estamos chegando perto de R\$ 500 milhões de investimentos do Porto nos últimos anos. E a relação do Porto se estreita com o Parque Valongo, que a gente queria há muito tempo. Vamos fazer agora as outras etapas, culminando também com o Terminal de Passageiros. E do Porto-Indústria, mandei para a Câmara um projeto de lei, da nova Lei de Uso e Ocupação da Área Continental, Santos está pré-qualificada para ser uma ZPE (Zona de Processamento e Exportação). Quais os planos para sustentabilidade e meio ambiente? Somos a cidade na América do Sul que mais cumpre ODS (objetivos de desenvolvimento sustentável). Por conta do Parque Palafitas, fui convidado para ir em novembro a Barcelona (na Espanha) apresentá-lo como sucesso em termos de sustentabilidade. Como observa a questão das pessoas em situação de rua? Para quem não tem casa, damos abrigo com canil, para que leve seu pet. Abrigos para homens, para mulheres e, até, famílias. Para quem quer uma oportunidade de emprego, temos o Projeto Fênix. Mas boa parte da população que está na rua não deseja tratamento. E, para isso, a lei não prevê nada. E para quem comete crime? Prisão. A Guarda Municipal tem feito, com as forças de segurança, operações em ferros-velhos clandestinos. Quais os passos que pretende dar nas políticas sociais? Temos as Vilas Criativas nos lugares de maior vulnerabilidade. Sistemas sociais como o Centro-Dia, onde os idosos ficam durante o dia. Repúblicas para os que não têm família e programas como as repúblicas de jovens. Vamos inaugurar agora a Casa da Mulher, principalmente para mulheres em vulnerabilidade. Como entende a relação com os demais municípios da Baixada? O Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista) tem um papel fundamental em todo o processo metropolitano. Então, temos, por exemplo, o transporte público. o túnel Santos-Guarujá, o aeroporto, outras questões ambientais e precisamos discutir transporte por hidrovia. Mobilidade urbana é outro gargalo aqui de Santos. Tem solução? Estamos implantando um sistema que é a onda verde. Na praia, já se sente diferença, assim como na Ana Costa. Também usamos a tecnologia do Waze. A tarifa do ônibus é subsidiada em 22%, e vou ampliá-la (a complementação), além de aumentar o número de ciclovias, e regulamentar, por exemplo, os patinetes. Turismo é uma vocação de Santos. O que prevê? Capacitação. Adquirimos um imóvel na Rua XV, onde será a Vila Criativa do Turismo, bem na região central, bem em frente ao Parque Valongo. Já estamos, por exemplo, fazendo cursos de inglês para os taxistas, gratuitos. Nós vamos capacitar pessoas na área de hotelaria. Aliás, esse imóvel, vamos transformar num hostel-escola, teremos curso para barman, teremos curso na área de hotelaria, de turismo, de aventura, incrementando o turismo náutico. Quanto a equipamentos, o Aquário está dentro do programa das PPPs (parcerias público-privadas), assim como o Orquidário. Com relação ao esporte, quais os planos de um futuro governo? O compromisso que tenho é de levar os esportes paralímpicos para as escolas e criar um Centro de Esportes Paralímpicos. Também, a modernização dos equipamentos. Parte da Arena Santos já foi reformada. E o Rebouças, queremos reformar ainda mais. E o planos na área da cultura? Temos apoio aos grandes eventos, como o Carnaval, aos grandes festivais, além de leis de incentivo à cultura, como o Facult, Inauguramos o Centro de Dança Rua XV, Fora a Casa da Cultura Santista, um grande exemplo. Santos tem um potencial enorme. É usá-lo para uma cultura de paz.