(Alexsander Ferraz/AT) Por que a sra. quer governar a Cidade? Acredito que posso deixar um legado para a nossa Cidade. Tenho ao meu lado pessoas experientes de diversas áreas. Eu estou bem como deputada, mas me sinto responsável pela minha Cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Vamos começar com a saúde. O que a sra. imagina fazer? Vou utilizar melhor os recursos da nossa saúde. Mais de R\$ 1 bilhão. Temos em torno de oito OSs (organizações sociais) que prestam serviços. Mas é preciso fiscalização, auditoria para saber se o serviço contratado está sendo entregue. Hoje, a fila para uma consulta de especialidade é cinco, seis meses. De uma cirurgia, até três anos. Com a telemedicina, a gente quer encurtar esse tempo. Além disso, dar atenção à saúde do idoso, da mulher e da família. Sobre educação: há ensino integral, estrutura física das escolas, professorado... Quanto às escolas de tempo integral, temos que fazer com que sejam eficientes. Que no período em que o estudante fique no contraturno ele aprenda, com aula de reforço, matemática, português, de esporte, música, que seja oferecida toda essa gama de possibilidades para ele. Fazer com que as escolas tenham uma padronização, merenda de qualidade. E valorizar o salário dos professores. A habitação é outra pauta. Vamos fazer uma linha de ação, porque a gente tem um déficit de umas 15 mil moradias. E vamos fazer regularização fundiária quando necessário. Descobrir e fazer parcerias com o setor da construção civil para que a gente incentive as construções de médio padrão no Centro da Cidade. Os imóveis estão abandonados. É investir em segurança, iluminação e trazer os serviços municipais também para o Centro. Como vê o trabalho da Guarda Civil Municipal? Não adianta falar que segurança pública não é atribuição do Município. Tem obrigação, sim. Fazer a Guarda Municipal se tornar uma polícia municipal, agindo padronizada com a Polícia Militar, pelo menos treinada, e que seja parceiro. E, para isso, a gente vai dobrar o número de guardas municipais. Fazer com que tenham treinamento, e que as nossas câmeras de monitoramento sejam realmente de última geração. Fazer a conexão do Muralha Paulista com os nossos programas, para que haja a leitura facial. Em geração de empregos e renda, quais são as áreas a atacar? Uma das ações é trazer as empresas do Porto para o Parque Tecnológico, além da parceria com as universidades. Ficar mais atento à mão de obra necessária nessas novas profissões. O Centro Público de Emprego vai ter uma atenção especial também. No caso dos jovens, parceria com o Camps. Vamos estudar formas da nossa mão de obra da terceira idade também ser aproveitada nos serviços municipais. E sobre a relação da Cidade com o Porto? É a relação que a gente precisa ter do Porto com a Cidade, mesmo porque a Cidade vai perder significativamente na arrecadação por conta da reforma tributária e do ISS (Imposto sobre Serviços). Então, temos que encontrar formas de continuar tendo esses recursos e fazendo a relação do Porto com a Cidade ser produtiva. E quanto ao funcionalismo? Nós vamos diminuir o número de secretarias. Porque hoje a gente vê muitas secretarias que acabam interferindo na outra e só causam problema. No caso dos funcionários comissionados, quem trabalha, tudo bem. Mas quem não trabalha não vai ter vez. No caso dos servidores públicos, o salário está defasado, e vamos encontrar formas de promover essa valorização. Santos tem um Parque Tecnológico. Em que outras medidas dá para avançar? Vamos fazer a transformação digital que Santos precisa. Promover aplicativos onde o santista faça a reivindicação dele. Quais os planos com relação à Área Continental? Nós vamos implementar o transporte hidroviário da Área Continental à parte insular da cidade, ao Centro e à Ponta da Praia, reduzindo o tempo de deslocamento. Levar desenvolvimento vai estimular a construção de moradias, fazer com que as empresas de baixo impacto possam ir para aquela região. Pretendo ainda criar a Secretaria de Parcerias Público-Privadas para pensar possibilidades de trazer empresas. Qual sua preocupação com sustentabilidade e meio ambiente? A gente precisa se dedicar a fazer com que tenhamos mais acesso à reciclagem, à destinação do nosso lixo. Na nossa faixa praial, ver a dragagem que é feita, os efeitos que ela está causando. Cumprir a implantação do Plano Municipal de Redução de Risco, de contenções das encostas. O que pretende fazer com relação a pessoas em situação de rua? A gente vai ter um plano de ação. Fazer uma triagem sobre quem são essas pessoas, porque senão não se aplica a política pública específica para cada situação. Nós vamos fazer fiscalização para impedir que pessoas venham de outras cidades, despejadas aqui durante a madrugada. Isso se consegue com fiscalização, com câmeras na entrada da Cidade. Qual a estratégia? Rua não é casa. Tem até um programa que a gente vai criar com esse nome, para que se saibam quais pessoas precisam de internação compulsória. Com esse programa, a gente consegue também fazer a triagem das pessoas, estabelecer um protocolo de ação e, aí, chamar as igrejas para fazer parceria. Esse protocolo é de um ano e meio. Acolhê-la, trabalhar a pessoa, e ela vai, fase a fase. Mobilidade, integração do transporte com outros modais e o trânsito. Como lidar com a questão? Os semáforos precisam ser urgentemente trocados. Visitei municípios que têm resolvido o problema com semáforos inteligentes, mas com sensores no chão. A partir daí, tem que investir em sinalização melhor, em asfalto de qualidade, planejar as obras. E sobre a relação com os outros municípios? Levo vantagem porque sou uma deputada hoje e, se for prefeita, vou conhecer a região toda. Pensar de forma metropolitana. O Município sozinho não consegue resolver a maior parte dos problemas de enchente, destinação de lixo, mobilidade. Então eu vou ser, se for prefeita, a líder desta região, para fazer com que as cidades se desenvolvam também. Sobre turismo: Santos é bem vendida fora daqui? Não. A gente tem que ter uma manutenção dos nossos equipamentos turísticos. O Aquário e o Orquidário estão aí numa situação bem difícil. Santos é a cidade que mais recebe verba Dadetur (estadual), na teoria. Porque, na prática, há vários anos não tem recebido. Já tem R\$ 250 milhões represados. Vamos fazer parcerias, investir muito na Cidade para que o turismo seja forte, turismo de negócios e o esportivo. E com relação à Cultura? Vamos investir nas Vilas Criativas, que são soluções boas, mas têm que ficar na mão da população. Fazer com que o artista local seja valorizado, participe dos eventos, tenha condições de se apresentar, Que as pessoas do bairro, que pertencem àquela Vila Criativa, estejam ali trabalhando. E quanto ao esporte? Vamos reformar os centros esportivos, como Arena Santos, Rebouças, M. Nascimento, Dale Coutinho. E incentivar o esporte na nossa Cidade. Vamos também ressignificar a atuação da Fupes. (Fundação Pró-Esporte).