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Quarta-feira

12 de Agosto de 2020

Rosana Valle lista conquistas em cinco meses de mandato

A Tribuna inicia série de entrevistas com os deputados federais e estaduais da região

Há pouco mais de cinco meses ocupando o cargo de deputada federal, a estreante na política Rosana Valle (PSB) se intitula uma parlamentar que trabalha pensando na Baixada Santista.

“Foi um período intenso para mim, uma pessoa que não era política e entrou neste jogo, de aprendizado, mas eu creio que estou me saindo bem, pois eu estou trabalhando e de trabalho eu não tenho medo”.

Entre as bandeiras levantadas neste começo de mandato, a deputada destaca a atuação para ajudar na outorga do Aeroporto de Guarujá, a liberação de recursos para a parte da obra da Entrada de Santos que compete à União e a verba para o fundo de pensão Portus.

No fim do mês passado, a deputada levou o diretor presidente da Dersa, Milton Persoli, para prestar esclarecimentos à Câmara Federal sobre a precariedade do serviço estadual.

“Não é possível que as pessoas transitem nestas condições. Elas vão apinhadas em horários de pico. Isso é um serviço ruim. Quando tem um problema de quebrar alguma embarcação, piora ainda mais”.

Para levantar as principais demandas da Baixada Santista, Rosana tem se utilizado de uma estratégia: realizar encontros com todos os secretários das nove cidades de uma determinada pasta para ver as dificuldades que são metropolitanas para buscar soluções em Brasília que atendam a toda a região.

Debate nacional

Quando os assuntos saem da esfera regional, a parlamentar afirma nem sempre seguir a linha adotada por seu partido para votar os principais assuntos em discussão no Congresso.

“Eu vou de acordo com meus princípios. Eu olho a votação e pondero. Outro dia, por exemplo, eles estavam passando para fazer uma CPI contra o Sérgio Moro e eu não assinei”.

Velha política

A parlamentar vê em Brasília um “ambiente ainda muito machista”, com muito corporativismo.

“Pessoas que estão arraigadas no poder e não querem dar espaço a quem pensa diferente. Não para quem é novo, mas para o diferente”, diz ela, que conta que existe ainda uma parcela de políticos antigos, que é da considerada nova política, resiliente e que tem um bom trabalho.

“Mas é muito amarrado. A politicagem é a pior coisa da política e ainda passeia em Brasília, por toda a parte, ganhando os holofotes e independentemente de ser novo ou velho na política”.

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