[[legacy_image_30997]] Proibidos de abrir as portas por conta da volta à fase vermelha do Plano São Paulo para o combate à covid-19, donos de restaurantes voltam a apostar todas as fichas no delivery para tentar alavancar vendas e não perder a clientela. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Desde o último sábado, o comerciante Carlos de Azevedo, 46 anos, vem se organizando para a nova fase. Reduziu os trabalhos na cozinha e não reabasteceu mais o estabelecimento com bebidas para adequar as contas a essas duas semanas. Ele conta agora com os pedidos por telefone e até no balcão para não ver o caixa zerado. Azevedo tem dois estabelecimentos, 37 funcionários para bancar e não planeja demitir ninguém. “O meu forte é o salão. Almoço durante o dia e porções também à noite. Mas não tenho o que fazer, é manter o delivery para não fechar. A gente tem que se virar nos trinta para sobreviver”. Já a comerciante Solange Shimizu, 57 anos, voltou a entregar marmitas para a retirada na porta do estabelecimento e conta com a propaganda boca a boca para que as vendas não despenquem de uma vez. Afinal, Solange diz que não esperava por novo impedimento para abrir as portas à clientela e teme que as duas semanas acabem virando mais tempo. “Meu forte era o salão. No ano passado fomos fortemente impactados. Foram três meses fechado. Agora tinha retomado a esperança. Cumprindo todo o protocolo sanitário, as coisas pareciam que iam melhorar. Daí vem essa nova restrição. Não sei o que vai ser, porque sem fluxo de gente no Centro (de Santos), meu movimento caiu muito”.