Moradores da Baixada Santista estão reclamando da falta do fornecimento de água em suas casas. Segundo relatos enviados para A Tribuna, em alguns pontos de Bertioga, por exemplo, a água já está em falta há mais de 20 dias. A Prefeitura de Bertioga informou que já multou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Outras cidades também passam pelo mesmo problema. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna procurou os Municípios de Guarujá, São Vicente e Santos que responderam explicando que já estão em contato com a Sabesp, e que notificaram a empresa para que os problemas sejam resolvidos. Por outro lado, a Sabesp justifica dizendo que está trabalhando para reduzir os reflexos da estiagem nesta nova realidade climática, que este ano antecipou o período de baixa incidência de chuvas. Trata-se da estiagem mais severa dos últimos 10 anos, segundo a empresa. Prefeituras A Prefeitura de Bertioga, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, informou que autuou a Sabesp em R\$ 162 mil, no dia 20 de agosto, por conta do desabastecimento de água apresentado para o sistema Furnas/Pelaes. A Pasta reforçou que a autuação também tem vínculo pela reincidência, tendo em vista que na virada ano 2023 para 2024 foram apresentados problemas no mesmo sistema. Além disso, a Pasta encaminhou ofício à Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), responsável pela fiscalização da Companhia, relatando os problemas vivenciados. Por fim, a Secretaria de Meio Ambiente irá continuar seguindo e acompanhando os serviços da companhia de perto, com o objetivo de garantir a normalização do abastecimento. Guarujá A Prefeitura de Guarujá informou que a Sabesp não apresentou o plano de contingência ou qualquer manifestação sobre a notificação emitida pelo Município na segunda-feira (26). E afirmam que a Administração Municipal definirá novas estratégias para cobrar medidas efetivas em relação à Sabesp, que desde 2017 já foi autuada diversas vezes quanto ao desabastecimento, sobretudo pela falta de um sistema de reservação no Município, mas até o momento não providenciou uma solução para garantir o abastecimento de água à população durante o ano inteiro. São Vicente Questionada por A Tribuna, a Prefeitura de São Vicente afirmou que, na última semana, através da Secretaria de Licenciamento (SEL), notificou a Sabesp por meio de ofício, relatando sua insatisfação e exigindo que a companhia tome as devidas providências relativas ao abastecimento de água na Cidade. O município informa que foi estabelecido um prazo de 48h para normalização do serviço. Caso contrário, a empresa estaria sujeita a penalização aplicada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços do Estado de São Paulo). A Administração Municipal também oficiou a agência do Estado - órgão fiscalizador da concessionária -, convocando uma reunião envolvendo Arsesp, Prefeitura e Sabesp, para que os devidos esclarecimentos sejam prestados, inclusive sobre as providências adotadas, tendo em vista que o prazo estipulado para normalização já se esgotou, e a companhia ainda não apresentou os devidos resultados. Até o momento, a Arsesp não respondeu à solicitação. Santos A Prefeitura Regional da Zona Noroeste já notificou a Sabesp. E informam que no momento, o abastecimento de escolas e postos de saúde estão normalizados. A maior incidência atinge endereços residenciais. Condesb A Prefeitura de São Vicente acreditou ser importante ressaltar que o problema tem afetado toda a Baixada Santista. Por esse motivo, o Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista), presidido pelo prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos), e composto pelos demais chefes de Executivo da região, também comunicou sua insatisfação com o serviço prestado pela companhia na última semana. Desde já, a Prefeitura também manifesta sua insatisfação, e exige que as devidas providências sejam tomadas pela companhia, reafirmando seu papel fiscalizador junto à população. Posicionamento da Sabesp Além dos reflexos da estiagem e a baixa incidência de chuvas, a Sabesp informou, em nota, que de fevereiro a junho houve 35% menos chuvas do que no ano passado. Para reduzir os reflexos à população, a Companhia vem disponibilizando caminhões-tanque aos imóveis com caixa-d’água e vem adotando medidas técnicas para reforçar o sistema integrado de abastecimento de água da Baixada Santista. A companhia lembrou que os momentos de intermitência no abastecimento não devem ser sentidos em imóveis com caixa-d’água dimensionada para ao menos 24 horas de consumo (de acordo com as normas técnicas para instalações prediais e o Decreto Estadual 12.342/78). E explicam que os canais oficiais de atendimento aos clientes da Sabesp funcionam durante 24 horas para solicitar vistoria, informando o endereço completo: pelos telefones 0800 055 0195 (ligação gratuita) ou pelo WhatsApp oficial da Sabesp 11 3388-8000 (mensagem de texto). Relembre outros casos São Vicente tem bairro sem fornecimento de água há vários dias Os moradores do bairro Esplanada dos Barreiros estão enfrentando um longo período sem água, com alguns locais sem abastecimento há mais de uma semana. A empregada doméstica Selma Silva, que mora na Rua Carmem Miranda, relatou que está sem água desde o dia 26 de agosto e tem buscado água na casa do irmão. A falta de água também afetou a frequência escolar de seu filho, que não pôde ir à creche devido à falta de banho e de roupas sujas acumuladas. Apartamentos em Santos ficam dias sem água e problema prejudica centenas de moradores O Conjunto Habitacional da Areia Branca, em Santos, está sem água e os moradores, que somam mais de 500 pessoas em 160 apartamentos, estão recebendo água de um caminhão pipa. Uma moradora afirmou que a falta de água, que já era um problema recorrente, se agravou nos últimos meses. Ela destacou que a situação é complicada, especialmente para crianças, idosos e pessoas com deficiência, e criticou o aumento nas contas de água. Torneiras sem um pingo de água deixam prejuízo para vendedores de Guarujá A quantidade de queixas de moradores e comerciantes do Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, é totalmente oposta ao número de gotas que caem das torneiras de residências e estabelecimentos comerciais. Alguns relatos indicam problemas há pelo menos duas semanas. O clima quente e sem chuvas só piora o quadro.