[[legacy_image_340323]] Um grupo de detentos reeducandos do regime semiaberto que presta serviços de zeladoria para a Prefeitura de Praia Grande foi flagrado utilizando celulares durante o trabalho. Os presidiários também foram vistos usando drogas e até mesmo entrando em um motel. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em fevereiro, A Tribuna noticiou que moradores do Jardim Melvi estavam incomodados com atitudes dos detentos, que estariam se reunindo em um bar na Rua Juscelino Kubitschek de Oliveira no horário de almoço - local onde recebiam visitas de parentes que traziam dinheiro e drogas para consumo dentro e fora do estabelecimento. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a própria secretaria acionou a Polícia Militar (PM) no caso dos detentos presos no motel. Ainda segundo a pasta, todos os envolvidos perderam o direito ao regime semiaberto, voltando ao modelo fechado. Também conforme a SAP, a Prefeitura de Praia Grande alertou o presídio onde os homens estavam detidos, o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Vicente, sobre o abandono do trabalho. Na cidade, reeducandos do CPP de Mongaguá também prestam serviços para a Prefeitura. Em nota, a SAP reforçou que a incumbência de fiscalizar os presos que fazem trabalhos em áreas externas é do município. Prefeitura respondeA Prefeitura de Praia Grande, em nota, afirmou que é de responsabilidade da Administração Municipal junto aos CPPs de Mongaguá e São Vicente e da SAP o bom andamento dos contratos que garantem a prestação de serviços dos detentos. O município explicou que os presidiários passam por uma triagem para avaliar sua adequação às atividades previstas nos contratos. Ainda segundo a Administração Municipal, ela providencia o transporte dos reeducandos para o local de trabalho, o que é feito por um executor contratado. Quanto à fiscalização dos serviços, a Prefeitura afirmou que a tarefa é realizada por guardas municipais. Contudo, o município reforçou que a SAP também tem responsabilidade de garantir a segurança durante o deslocamento dos detentos, trabalho feito em rondas por veículos descaracterizados. Conforme a Prefeitura, há encarregados de turma, normalmente vestidos de laranja, que são os responsáveis por assinar as horas trabalhadas dos reeducandos. Casos de irregularidades são comunicados aos diretores pelos encarregados. Em seguida, o CPP é notificado e verifica, através do sistema de tornozeleiras eletrônicas, a localização dos reeducandos para tomar as providências devidas. A Administração Municipal ressaltou que todos os reeducandos assinam um termo se comprometendo a utilizar vestimentas adequadas e não ter comportamentos como o uso de bebidas alcoólicas, drogas ilícitas e aparelhos celulares. Quando as determinações não são respeitadas, as situações são informadas aos responsáveis, que tomam as medidas cabíveis. Por fim, a Prefeitura de Praia Grande enfatizou que ,desde 2018, mais de 3 mil reeducandos foram beneficiados pela parceria. O município acrescentou que, nesse período, não houve intercorrências graves que comprometessem o serviço.