(Vanessa Rodrigues/AT) Danilo Queiroz Moreira é empresário e tem 42 anos. Usa Sugoi em seu nome de candidato em alusão a um restaurante de comida japonesa que levou a Praia Grande. É atuante no ramo da construção civil, tem dois filhos e é casado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Por que o sr. quer ser prefeito? Praia Grande precisa de alguém que traga a mudança, que traga a renovação, e eu me coloquei à disposição. Estamos há quase 40 anos sob o comando de uma única família, por isso a Cidade precisa de mudança, e eu sou a mudança de que Praia Grande precisa neste momento. O que planeja para a saúde? A saúde em Praia Grande é em grande parte terceirizada e, depois, até quarteirizada. A Secretaria da Saúde só vai mudar quando mudar a forma de se fazer a gestão pública. Há várias formas de se fazer isso, principalmente enxugando a máquina pública, tendo noção dos aportes financeiros que poderemos fazer na saúde. Na Baixada Santista, temos deputados eleitos, um deles de Praia Grande. Mantendo o deputado federal da Cidade (Alberto Mourão, do MDB, candidato a prefeito) em seu cargo, conseguimos trazer recursos e investir na saúde. O sr. mencionou o enxugamento da máquina pública. É isso que vai nortear a sua gestão das finanças do Município, caso eleito? Praia Grande, no ano que vem, vai arrecadar perto de R\$ 3 bilhões. Com esse orçamento, a Cidade é capaz de realizar muita coisa para quem precisa, então é necessário entender quais são as prioridades. Hoje, temos quatro secretarias que fazem assessoria de gabinete do prefeito. Custam R\$ 108 milhões ao ano. Se enxugamos essas secretarias em 50%, teremos orçamento para investir em outras prioridades. O processo licitatório que abrigou os shows de Praia Grande custou R\$ 242 milhões, sendo que não temos um ortopedista pediátrico no hospital. Sempre vou bater nessa questão de enxugar a máquina pública para que tenhamos a oportunidade de investir nas prioridades. O que o sr. pensa em relação à habitação? Precisamos ampliar o processo de legalização fundiária. Defendo parcerias entre os governos Federal e Estadual para que a gente possa ampliar o número de construções habitacionais para que todos tenham dignidade de ter um teto. Caso eleito, como pretende dialogar com as outras Cidades da Baixada Santista? Será a primeira vez que a Cidade conversará com os municípios vizinhos, porque essa relação nunca existiu, nunca houve ações que favorecessem a região metropolitana por parte de Praia Grande. Vamos procurar parcerias para ter um hospital regional. Hoje, o custo anual de um hospital como esse fica em torno de R\$ 100 milhões ao ano. Se nós dividirmos entre a região metropolitana, não fica caro para ninguém e todos podem usufruir. Quais as propostas à educação? Nossas escolas são equipamentos preparados e estruturados, porém foram perdendo a manutenção ao longo do tempo e não temos requalificação dos profissionais. Há uma crescente de diagnósticos de autismo, e não temos nossos profissionais com cursos preparatórios para receber essas crianças, não há equipamentos sensoriais nas escolas para que essas crianças se desenvolvam. É preciso que o Poder Público converse melhor com os profissionais da Saúde e que humanizemos o atendimento. Quais medidas o sr. pretende implantar para a inclusão de pessoas com deficiência? Temos o Centro Especializado em Reabilitação (CER), que acredito que já não tenha capacidade de atender a todos, até porque o número de diagnósticos aumentou avassaladoramente nos últimos tempos. Precisamos ampliar esse atendimento, levá-lo a todos os cantos da Cidade e requalificar os profissionais envolvidos nessa questão. Precisamos de praças com equipamentos sensoriais e trazer as associações que estão sendo criadas para conversar com o Poder Público. A segurança pública é uma das principais preocupações. O que o sr. pensa a respeito disso? Ouvi de muitos guardas municipais que eles receberam a instrução para que não fizessem mais o trabalho junto à Polícia Militar, mas sim, um patrulhamento dos próprios públicos. Temos 500 guardas e 500 PMs aproximadamente trabalhando na Cidade. Se direcionarmos metade desse efetivo para os prédios públicos, há uma defasagem. O plano de carreira dos guardas está estacionado há anos e isso desestimula. Sou a favor de termos uma Polícia Municipal. Não celebramos o contrato entre Prefeitura e Estado para a atividade delegada, que é a contratação de PMs de folga pelo município. Se temos mais patrulhamento da PM, a guarda tem mais espaço para realizar um trabalho melhor. E a mobilidade urbana? Precisa ser feito um estudo detalhado para a duplicação do viaduto da saída da Cidade. Além disso, Praia Grande é, hoje, a terceira Cidade com maior número de acidentes fatais no Brasil. Dado isso, é preciso entender onde ocorrem esses acidentes. Uma sugestão nossa é fazer um corredor para motociclistas nas marginais, evitando acidentes fatais. Como pretende fomentar a geração de emprego e renda? A Prefeitura precisa orientar e preparar para o microempreendedor de Praia Grande para que ele aprenda a empreender e gerar emprego. Muita gente sabe fazer, tem talento e vocação, mas não sabe manter o negócio funcionando. Cerca de 60% das empresas que abrem fecham em menos de dois anos, e qual o suporte que o Poder Público oferece? Praia Grande é uma Cidade turística, mas só temos atração no verão. Qual a oportunidade de geração de emprego dentro do Turismo para que eu traga um turista qualificado fora do verão? Já temos turistas visitando a Cidade e precisamos trabalhar com isso para gerarmos emprego e renda a curto prazo. E como o sr. pretende investir em turismo buscando essa geração de emprego e renda? Hoje, temos o Portinho, que é um espaço bom, mas mal aproveitado. Acho que seria justo cobrar uma taxa e que ele tenha acesso melhor. Não temos uma concha acústica, que é um espaço para onde poderíamos trazer artistas locais, o turista pararia para assistir e, naturalmente, ali se tornaria um ponto de encontro. Em resumo, pretendemos criar novos espaços e otimizar os já existentes. E em relação à cultura? Quais são as propostas? Nosso plano é valorizar o artista local e criar atrativos para que ele possa ser remunerado. O que precisa ser feito é um cadastro dos nossos artistas e incentivá-los, criando eventos durante todo o ano para que a cultura seja mais bem explorada. Se tenho atrativos durante o ano todo, naturalmente, estou expondo melhor nossos artistas e nossa cultura. O que pretende para o esporte? Queremos abrir as escolas aos finais de semana para que tenham atividades esportivas e culturais e retomar os jogos interescolares, para podermos incentivar o esporte a se tornar um hábito. Quais políticas o sr. pretende direcionar à população em situação de rua? Acredito que precisamos desenvolver políticas públicas para que reconheçamos onde está a família dessas pessoas. Quando falamos em ressocialização, nada melhor do que ter a base familiar por perto. O que pensa para o meio ambiente? Para a questão ambiental, falamos sobre a Moeda Verde, que é nós criarmos mecanismos para que o material reciclado seja revertido para quem o fez. Também queremos rever um repasse que recebemos no ano de 2005 para que se eliminasse o lixão de Praia Grande. Precisamos entender o que houve com esse repasse depois de 20 anos e retomar esse projeto de transformar o lixão em um parque ambiental.