(Alexsander Ferraz/AT) Danilo Marco Morgado Silva tem 39 anos e é natural de Santos. É comerciante e empresário em Praia Grande. Nas eleições de 2020, foi candidato a prefeito pela primeira vez e chegou ao segundo turno. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Por que o sr. quer ser prefeito de Praia Grande? Decidi me candidatar a prefeito porque Praia Grande parou no tempo e sua população não consegue mais ter esperanças. Não é só decidir ser prefeito, mas estar preparado para ser o próximo, porque a Cidade precisa de algo muito melhor, de alguém que cuide de toda a Cidade. Quais as propostas para a área da saúde? Nós teremos um novo Hospital Municipal, que deve ficar após a Mirim, na região extrema da Cidade, que está abandonada. Teremos o Hospital da Mulher e, também, uma atenção especial nos hospitais para o coração, porque a Cidade não consegue fazer um exame simples, não consegue fazer um cateterismo. Vamos dar atenção especial para o Hospital de Oncologia na Cidade. E para a área da educação? Temos que rever o horário de permanência dos alunos na sala de aula. Além disso, dar oportunidades desde cedo para que o aluno comece a buscar uma profissão. Pretendemos valorizar os atendentes, reconhecendo a docência deles, e criar um cartão para fazer a própria compra do uniforme escolar e do kit escolar. O que pensa sobre habitação? Precisamos fazer, de forma urgente, o maior número de casas, através de parcerias com o Governo do Estado, o Federal e de empresas. Ninguém mais na Praia Grande vai precisar invadir um terreno, porque vai ter onde morar. Temos uma meta de construir até 8 mil casas. O que pretende em relação à mobilidade urbana? Precisamos de uma nova engenharia de trânsito, rever aquela rotatória vergonhosa e precisamos resolver o problema na entrada da Cidade, que tem apenas duas faixas de rolamento. Os ônibus precisam chegar até a casa das pessoas. Por isso, pretendo oferecer o ônibus gratuito para a população, que é realidade em mais de 100 cidades. Como o sr. pretende fomentar a geração de empregos na Cidade? Os ônibus gratuitos vão ajudar levando as pessoas aos comércios, isso vai ajudar nessa questão. Criaremos o cartão Nosso Futuro, que é como se fosse um Bolsa Família municipal. Esse cartão vai chegar às pessoas que realmente precisam e, com ele, as pessoas vão poder gastar apenas no comércio da Cidade, o que vai gerar empregos. Vamos expandir as cooperativas, para que se gerem empregos não só na Zona Um, mas na Zona Três, possibilitando que as pessoas trabalhem perto de casa. Além disso, traremos fábricas não poluentes para a cidade. O que pensa em relação à segurança pública? Como enxerga o papel da Guarda Municipal? A Guarda Municipal se tornará uma Polícia Municipal, que é mais do que uma mudança de nomenclatura, mudando também a forma de trabalhar. Hoje, a guarda está vedada, não pode cumprir com sua obrigação para ficar cuidando de pracinhas. Os guardas serão valorizados, com cursos de especialização pagos pela Prefeitura. Vamos aumentar o número de guardas municipais e fazer uma redistribuição na Cidade. Iluminaremos a Cidade trocando, em média, a iluminação de 600 a 700 postes por mês. Teremos atividade delegada de 200 a 300 policiais militares a mais nas ruas. Além disso, tem uma parceria que é um pró-labore para que eles ajudem a gente na organização do trânsito. Quais as propostas para o esporte em Praia Grande? No meu plano de governo, falo sobre a construção do Estádio Municipal, que vai abranger, além do futebol, outros esportes, principalmente as artes marciais, que têm crescido muito. Pretendo trazer festivais e o campeonato mundial de capoeira para Praia Grande, é meu compromisso com os capoeiristas e com os praticantes de todas as artes marciais. Praia Grande também vai ter um time de futebol oficial da Cidade, valorizando a várzea. Com isso, valorizamos aquelas pessoas que têm esse hobby, mas também quem pretende se profissionalizar. O esporte vai começar dentro das escolas, diariamente. Vamos ter espaços de recreação nas escolas e investir em esportes de alta performance. E para a Cultura? A Cultura tem que estar mais próxima da população. Hoje, não existe apoio aos músicos da Cidade, não tem ponto de cultura que funcione na Terceira Zona da cidade. Vamos fazer um investimento dentro dos bairros, alguns pontos culturais entre os bairros, com festivais para que haja uma apresentação de diversos tipos de manifestação cultural. Quando falamos em música, também colocaremos música nas escolas. Quais as políticas que o sr. pretende destinar à população em situação de rua? Não vamos abandonar essa população. Vemos muitas pessoas nessa situação nas laterais da Via Expressa Sul. Ao atravessar a via, acabam sendo atropeladas, causando acidentes tanto para eles quanto para quem está passando. O que acontece é que temos um abrigo que não funciona, porque não tem a quantidade correta de vagas. Antes de tudo, temos que ter uma abordagem social, ou seja, ouvir para entender o problema da pessoa, para que possamos encaixá-la nos programas sociais. Vários empresários se colocaram à disposição para criar cursos profissionalizantes para esses moradores de rua. Cada um tem uma história. Então, cada um vai ser tratado de um jeito. Como o sr. pretende gerir as finanças do Município? A gente vai fazer a redução da máquina pública. Hoje, a quantidade de cargos comissionados fica entre 3 mil e 5 mil, além de 20 secretarias. É muito pesado para a Cidade. Vamos enxugar essa máquina para que tenha recursos. Quando conseguirmos essa economia, faremos o congelamento imediato para que haja uma redução do IPTU. Quando fizermos essa redução, conseguiremos investir realmente na população. E com relação ao turismo? O que pretende? O turismo na Praia Grande tem que deixar de ser apenas relacionado à praia. No nosso governo, criaremos o Portinho 2 no Samambaia. Lá, terá espaço de lazer, espaço para passeio e turismo ecológico, saindo barcos dali para que se conheçam os mangues, as áreas da Cidade. Temos a nossa cachoeira no Melvi, que a maioria da população nem imagina que existe. Então, teremos um turismo receptivo. Na entrada da Cidade, colocaremos um portal apresentando seus principais pontos turísticos. Embora a praia seja o atrativo principal, não dá para vivermos só disso, então, teremos turismo de negócios e de eventos. Quais medidas pretende implementar para pessoas com necessidades especiais? Planejamos criar um departamento de inclusão, que deve abranger todas as áreas, desde saúde à educação. Faltam atendentes, os professores de educação especial estão desvalorizados. Além disso, teremos as unidades de Pronto Atendimento Especializado, as UPAEs, onde serão tratadas as pessoas com necessidades especiais. Antes de construirmos essas unidades, precisamos colocar quem precisa em tratamento imediatamente, através de parcerias com clínicas particulares. Qual o seu olhar para a questão ambiental? Hoje, não há um apoio ao acompanhamento dentro dos bairros em relação à destinação do lixo. Faremos, além de câmeras de fiscalização, espaços para que esse lixo seja jogado e um trabalho de conscientização desde a escola.