Tartaruga marinha resgatada é devolvida ao mar em Praia Grande (Richard Aldrin/Prefeitura Municipal de Praia Grande) Uma tartaruga-verde resgatada em Peruíbe, litoral de São Paulo, voltou para o mar após ficar mais de um mês em reabilitação. O animal, que tinha marcas de mordidas nas nadadeiras, foi devolvido ao ambiente marinho na praia do Canto do Forte, na Praia Grande. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O réptil foi resgatado por pescadores no dia 17 de agosto, que estranharam o modo como a tartaruga estava nadando. O Instituto Biopesca, ONG que atua na conservação de espécies marinhas ameaçadas de extinção, foi acionado e, segundo a instituição, as lesões na nadadeira provavelmente são marcas de mordidas de um baiacu. O animal foi devolvido ao mar em Praia Grande no último dia 25, uma quarta-feira. Segundo o Projeto Tamar, a tartaruga-verde (Chelonia mydas) saiu da lista de espécies ameaçadas de extinção e passou para a categoria “quase ameaçada”, mas dependente de ações de conservação para poder permanecer nesta condição. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, ela é a única espécie que se reproduz nas ilhas oceânicas brasileiras e está classificada na categoria ‘Em Perigo’ pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Tartaruga marinha resgatada é devolvida ao mar em Praia Grande (Richard Aldrin/Prefeitura Municipal de Praia Grande) Volta para casa De acordo com o Instituto Biopesca, a tartaruga resgatada em agosto é jovem e estava bastante debilitada, provavelmente por causa do esforço realizado para permanecer boiando no mar com as nadadeiras machucadas. Os ferimentos foram tratados e a alimentação no último mês consistiu em algas, sardinha e manjuba. A princípio, a tartaruga ficou em uma caixa de transporte específica até que ela pudesse ir para um tanque maior e, finalmente, estivesse apta a voltar para o mar, o que aconteceu na última semana. Alunos de uma escola de Praia Grande e banhistas do Canto do Forte puderam presenciar o retorno do animal para casa. A reabilitação dos animais no Instituto Biopesca é acompanhada por uma equipe de biólogos, veterinários, oceanógrafos e outros profissionais. A última etapa consiste em colocar uma anilha de identificação, que possibilita o acesso a todas as informações do animal para manutenção de uma base de dados útil para pesquisas. Apesar do resgate da tartaruga ter sido feita por pescadores, a orientação aos banhistas é para não manusear animais marinhos vistos na praia para evitar possíveis ferimentos. O mais recomendável é acionar o Instituto Biopesca por meio do telefone 90 90 99601-2570 (a ligação pode ser feita a cobrar ou a Guarda Costeira, que atende pelos telefones 199 ou 153.