Ação visa coibir práticas irregulares na orla de Praia Grande (Alexsander Ferraz / AT) A Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, realizou nova operação de fiscalização na faixa de areia das praias do município da Baixada Santista, com atuação do Procon e da Secretaria de Urbanismo (Seurb). A ação teve como foco acompanhar a atividade dos ambulantes e evitar práticas irregulares, como cobranças indevidas — entre elas valores abusivos e consumação mínima pelo uso de guarda-sóis e cadeiras dos comerciantes. A operação contou ainda com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Durante a ação, as equipes orientaram os ambulantes sobre as regras em vigor em Praia Grande, com destaque para a proibição da cobrança de consumação mínima e de taxas pelo uso de guarda-sóis e cadeiras, práticas que podem prejudicar consumidores e frequentadores da praia, como destaca a Administração Municipal, por meio de nota. Os fiscais também checaram a organização dos equipamentos utilizados pelos ambulantes, como a disposição de cadeiras, guarda-sóis, lixeiras e as chamadas “giricas”, carrinhos usados no transporte de mercadorias pela orla. A iniciativa integra trabalho da Prefeitura para promover mais organização, segurança e respeito ao consumidor, além de garantir que a atuação dos ambulantes ocorra dentro das normas estabelecidas. Haverá mais ações De acordo com o Procon de Praia Grande, a fiscalização também tem caráter educativo, com o objetivo de orientar os ambulantes sobre as regras e evitar práticas que possam causar prejuízos ou desconforto aos banhistas. A Prefeitura reforça ainda que operações como essa continuarão sendo realizadas de forma periódica, com o intuito de preservar a organização na faixa de areia das praias e assegurar que moradores e turistas possam aproveitar o sol e o mar com tranquilidade e respeito aos seus direitos. Casos em Praia Grande A Tribuna noticiou diversas vezes nos últimos meses, com base em denúncias de moradores e banhistas, a demarcação irregular de espaços na praia e a cobrança de consumação mínima em Praia Grande. Em um dos casos que aconteceram neste ano, no bairro Canto do Forte, os valores chegaram a variar entre R\$ 140 e R\$ 200, segundo relato de um morador. De acordo com o munícipe, que teve a identidade preservada, o espaço na faixa de areia acaba ficando curto para banhistas e turistas, pois grande parte da praia fica ocupada pelos guarda-sóis e cadeiras dos ambulantes. O morador de Praia Grande relatou que os comerciantes montam os equipamentos e os deixam onde querem, interferindo diretamente em uma área que é pública.