[[legacy_image_353573]] Praia Grande tem usado peixes em grandes locais com água parada para atuarem no combate ao Aedes Aegypti, que transmite o vírus da dengue, chikungunya e zika. Popularmente conhecidos como Barrigudinho (poecilia reticulata) e lebiste, esses peixinhos comem as larvas e os ovos do Aedes Aegypti e de outros mosquitos, evitando a proliferação das arboviroses. Esse serviço costuma ser indicado especialmente para aqueles imóveis de veraneio, em que o proprietário deixa muito tempo fechado e não consegue limpar a piscina regularmente. Para evitar que o mosquito da dengue se crie no local, as equipes da Saúde Ambiental depositam os peixes na piscina. “A colocação desses peixes nas piscinas faz parte do controle biológico que utilizamos e surte bastante efeito. E ainda ajuda muito economicamente, porque evita de a pessoa ter que limpar sempre a piscina e colocar cloro”, afirma a diretora da Divisão de Saúde Ambiental, Maria Fernanda Gonçalves As piscinas que recebem o Barrigudinho não podem ter nenhum outro tipo de tratamento, como cloro, água sanitária ou sal, pois esses componentes matam o peixe. Ou seja, se a pessoa limpa regularmente a piscina, já está combatendo a dengue e não precisa do peixinho.