Prefeita foi eleita em 2020 e não concorre à reeleição neste ano (Vanessa Rodfrigues/AT) A distância entre a quantidade de eleitores que aprovam e os que desaprovam a maneira como a prefeita Raquel Chini (Republicanos) administra Praia Grande caiu. Ainda assim, sete em cada dez entrevistados consideram ser preciso mudar apenas algumas coisas ou manter boa parte do que se fez. Assim revela o segundo levantamento feito na Cidade pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Ao se dividir a avaliação do governo atual, o conceito regular teve alta entre agosto e este mês, de 38,8% para 45,2%. As menções positivas diminuíram: ótimo, de 8,5% para 5,6%, e bom, de 30,3% para 28,5% — somadas, a queda foi de 38,8% para 34,1%. As citações negativas também baixaram, mas dentro da margem de erro, de 3,5 pontos percentuais. Os que avaliaram o governo como ruim passaram de 7,8% para 9,3%, e péssimo, de 11,5% para 9,4%. Somados os dois, a variação foi de 19,3% para 18,7%. Os que não souberam responder, de 3,3% para 2%. Quando se indagou aos eleitores se aprovam ou desaprovam a forma como Raquel administra, a aprovação baixou dentro de margem de erro, de 53,8% para 50,5%, mas a reprovação subiu acima disso, de 35% para 43,3%. Não souberam, de 11,3% para 6,2%. Por último, ficou estável o índice de eleitores que veem ou não a necessidade de o próximo prefeito tomar medidas diversas das atuais. Para 46%, o eleito deverá mudar apenas algumas coisas (eram 45,4% no mês passado), e 24,1% julgam que se deve manter boa parte do que foi feito (antes, 25,6%). Para 14,7%, seria preciso mudar tudo o que se fez, ante 13,4% em agosto. E, para 14,1%, tudo deveria ser mantido, contra 14,3% há um mês. Os que não souberam responder foram de 1,4% para 1,1%. Uma curiosidade: ao se questionar aos eleitores se votariam em um candidato apoiado por Raquel Chini, 34,2% responderam que não o fariam de jeito nenhum. As respostas “poderia votar, dependendo do candidato” (36,6%), “sim, com certeza” (27,3%) e “não sei” (1,9%), somadas, totalizam 65,8%. Na pesquisa espontânea de intenções de voto, o candidato Alberto Mourão (MDB), padrinho político de Raquel, alcançou 66,4%. MAIS DADOS Dos eleitores ouvidos pelo IPAT, 55,2% eram homens e 44,8%, mulheres. Deles, 11,3% tinham de 16 a 24 anos; 17,6%, de 25 a 34; 19,5%, de 35 a 44; 30,4%, de 45 a 59, e 21,2%, 60 anos ou mais. Metade dos entrevistados declarou ter renda individual de até dois salários mínimos (R\$ 2.824,00); 21,4%, de dois a três; 7,7%, de três a cinco; 4,2%, mais de cinco; 4,2%, sem renda; não disseram, 12,5%. Foi de 23,6% o índice dos eleitores que já receberam vídeos ou textos nas redes sociais com informações sobre possíveis candidatos a prefeito. Desses, 23,7% responderam ter repassado o material sem verificar sua veracidade. Dos políticos de abrangência estadual ou nacional citados na pesquisa, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) obteve os melhores resultados: 37,7% poderiam votar em um candidato apoiado por ele, 31,4% o fariam com certeza, 28,5% não votariam jamais e 2,4% não souberam dizer como procederiam. Quando se trata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 36,7% nunca votariam em quem apoiasse, 31,6% o fariam com certeza, 30,8% poderiam votar e 0,9% não soube responder. Em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 49,3% não votariam de forma alguma em um nome apoiado por ele; 25,9% poderiam votar, dependendo do concorrente; 24,6% o fariam com certeza, e 0,2% não soube afirmar. REGISTRO O IPAT ouviu 806 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, nos dias 24 e 25. Margem de erro: 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-05255/2024. Nível de confiança: 95%.