Caso aconteceu em 20 de maio e, desde então, paciente não recebeu mais contato para cirurgia (Vanessa Rodrigues/AT) A paciente Judite Fernandes, de 46 anos, estava prestes a fazer uma cirurgia para tratar uma inflamação grave no pâncreas quando foi mandada embora do Hospital Irmã Dulce, em Praia grande, devido à falta de um equipamento cirúrgico. Dois dias depois, em 22 de maio, informaram sobre o retorno do aparelho, mas ela teria que refazer todos os exames e praticamente voltar ao final da fila. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O esposo de Judite, Euzébio de Jesus Freitas, de 43 anos, disse que ela esteve internada por 11 dias para realizar a cirurgia, e que a máquina foi retirada da unidade de Saúde devido à falta de pagamento, pois foi adquirida durante o auge da pandemia da Covid-19. "Deram alta mesmo com as dores fortes que ela relatava todos os dias, mesmo com a pancreatite podendo levar a óbito", conta. "O que mais me revoltou é que cinco dias depois da data marcada para a operação, nós retornamos em uma consulta com o médico cirurgião e fomos para o final da fila, mesmo contestando. Ele disse que era parte do protocolo do hospital", afirma. Judite Fernandes não recebeu nenhum retorno sobre agendamento do Hospital Irmã Dulce até esta quarta-feira (19). "Só peço a Deus que nesse meio tempo não volte a complicar a situação dela, pois uma vez em que o pâncreas é totalmente inflamado, não tem mais volta. O médico mesmo que disse isso", conclui o esposo. Resposta Em nota, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SDPM), gestora do Hospital Irmã Dulce, disse que, na data mencionada (20 de maio), ocorreu a "quebra da câmera do aparelho de videolaparoscopia, cirurgia minimamente invasiva oferecida para a colecistectomia (retirada da vesícula)", e negou que tenha ocorrido falta de pagamento. A gestora afirma que a manutenção já foi realizada e que o aparelho está funcionando normalmente. Segundo a SPDM, os pacientes que tiveram suspensão cirúrgica estão sendo reconvocados para o procedimento. "Esclarecemos, ainda, que os mesmos não precisarão voltar para a fila". Sobre o caso de Judite, a SPDM diz que a previsão para a realização do procedimento é na primeira quinzena de julho, de acordo com fluxo da Central de Agendamento de Cirurgias Eletivas.