[[legacy_image_356452]] Moradores do bairro Guilhermina, em Praia Grande, estão enfrentando transtornos devido ao barulho prolongado de duas obras em andamento na região. A Guarda Civil Municipal (GCM) esteve presente nos endereços, após solicitações de moradores insatisfeitos com a situação. Segundo os relatos, moradores em situação de rua estariam utilizando o local para praticar atividades sexuais e furtar materiais das obras. A Prefeitura de Praia Grande comunicou que não foi identificada irregularidade nos locais durante visitas da GCM. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Após um terreno ser comprado na Rua Colômbia para a construção de um condomínio residencial, problemas surgiram para os moradores em volta. De acordo com Isaías de Carvalho, de 43 anos, que é morador da região, antes do início das obras, esse terreno virou alvo de invasões por pessoas em situação de rua, além de sofrer atos de vandalismo. Porém, com o início da construção, novos problemas surgiram. “As atividades começam rigorosamente às 7h, mas, com uma certa frequência, passam das 18h da tarde, perturbando a tranquilidade dos moradores”, disse Isaías. O professor de 43 anos também relatou que, quando começaram a concretar os pavimentos, as obras começaram a atrapalhar a vizinhança, até o ponto de os moradores dos condomínios ao redor começarem a chamar a GCM. Apesar das reclamações, as obras continuaram a ultrapassar o horário permitido, causando incômodo aos residentes das vias próximas. “O vizinho da única casa ao lado da obra me relatou ter impedido alguns homens com uma mulher de entrar no terreno. Eles foram taxativos em dizer a ele que estavam entrando para fazer sexo”, conta. Além desta obra, uma outra em um endereço ao lado – Rua Doutor João Sampaio - também passou a incomodar os moradores. No local, também é construído um condomínio residencial. O barulho tem gerado reclamações por parte dos moradores. “(A obra) Está produzindo um barulho insuportável. Eu e muitos moradores, que iremos acordar cedo para trabalhar, estamos com dificuldades de descansar. Meu filho de dois anos está com dificuldade para dormir”. Isaías ressaltou que as construtoras parecem não se preocupar com o impacto de suas atividades no entorno. “(Sinto) Indignação pelo fato de empresas sérias não se comprometerem com o bem-estar de seus vizinhos. Não se importam que na vizinhança tenham crianças, idosos e trabalhadores em home office”. O professor também comentou sobre as autoridades. “(Tenho) A impressão de um poder público com leis muito permissivas e com pouca vontade de fiscalizar essas obras. Em todo bairro, em frente às obras, temos calçadas estreitas, esburacadas, impedindo a mobilidade de pedestres, cadeirantes e mães que saem para passear com seus bebês. Nos sentimos abandonados”. Outro ladoA Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Urbanismo de Praia Grande (Seurb) informou que as equipes já estiveram no local, juntamente com a Guarda Civil Municipal (GCM), em esquema de Força-Tarefa, para verificar o possível não cumprimento do horário de execução da obra. Porém, quando chegaram ao endereço, nenhum trabalho seguia sendo executado após o período permitido. Além disso, nestas ocasiões, nenhuma irregularidade foi constatada no local. A Guarda Civil Municipal pode seguir sendo acionada caso seja verificada possíveis irregularidades através do telefone 199. Por lei, em Praia Grande, a realização de obras particulares pode ocorrer das 7h às 18h, emitindo até 70 db (A) como limite de sons e ruídos (especificados na lei 765/17). Caso os moradores vizinhos queiram solicitar uma aferição oficial desses decibéis durante o período regular da obra junto à Secretaria de Meio Ambiente, eles podem ligar no telefone 162 ou através do site para marcar o atendimento. As empresas Veraneio Grupo Imobiliário e Pires Construtora e Incorporadora de Imóveis, responsáveis pelas obras, foram procuradas pela Reportagem, mas até o momento da publicação dessa matéria, não houve retorno.