Discussão entre as duas vizinhas ocorreu em prédio de Praia Grande (Acervo Pessoal) Câmeras de segurança de um prédio em Praia Grande, no litoral de São Paulo, registraram uma discussão entre duas vizinhas após uma delas empurrar uma cadela da raça pitbull para fora do elevador. A tutora afirma que a mulher chutou o animal; no entanto, a idosa afirma que só o afastou, devido ao medo de um ataque da cadela, que estava sem focinheira. Apesar disso, a situação ganhou novos contornos após o filho da idosa fazer ameaças de morte aos envolvidos. A discussão entre as vizinhas ocorreu no último dia 17, segunda-feira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A situação foi divulgada nas redes sociais e dividiu opiniões. De acordo com a protetora de animais, era por volta das 8h e ela aguardava o elevador para realizar um passeio com sua cadela. Ao abrir a porta, a pitbull entrou apressada, mas a outra moradora que já estava dentro demonstrou descontentamento com o animal sem focinheira. A discussão entre ambas pelo uso da focinheira é antiga e já havia causado outros desentendimentos. Na ocasião, a tutora afirmou que tentou acalmar a vizinha, garantindo que sua cadela era dócil e não apresentava riscos. No entanto, a situação escalou para uma discussão, e a moradora teria afastado o animal com o pé para tentar expulsá-la, conforme mostram as imagens. Daniela reconheceu ter infringido a norma do condomínio ao não utilizar a focinheira em sua cadela, mas afirmou estar indignada com a agressão. “O que a cachorra tem a ver com a discussão? Eu errei, mas ela não tinha o direito de chutar minha cachorra”, declarou. A tutora também afirma que o animal, que passou por uma cirurgia na perna recentemente, voltou a mancar. Em contrapartida, a moradora acusada de agressão alega que agiu em defesa própria, temendo um ataque do animal. Segundo o filho dela, a família tem um histórico de conflitos com a tutora devido às recorrentes situações em que a pitbull circula sem focinheira pelas dependências do prédio. O filho ainda afirmou que, após a repercussão do caso, teve uma crise emocional e chegou a fazer declarações que foram interpretadas como ameaças de morte. No entanto, a tutora rebateu, afirmando possuir provas das ameaças e relatando que sua família já havia sido alvo de intimidações anteriores por parte da moradora e do filho dela. Ameaças Após a publicação do vídeo nas redes sociais, o filho se revoltou e ameaçou de morte a tutora e a síndica do condomínio. Em um áudio enviado à responsável pelo prédio, o homem ameaça: “A senhora tem 72 horas para sair do estado de São Paulo. Chama a polícia, chama o que você quiser, faz o que você quiser. Mas esse vídeo que foi parar na internet, alegando que minha mãe chutou o cachorro, que entrou no elevador sem focinheira, o que não aconteceu e o vídeo mostra, ele foi o...” Ele continua a ameaçar a síndica do prédio após as imagens da câmera de segurança serem divulgadas. “A senhora não tem noção do que fez. A exposição pública foi o ponto final. Foi a senhora que providenciou isso. A senhora repassou todas as informações. Não tenha dúvidas, eu matarei você e toda a sua família. Eu estou na rua dizendo isso com um monte de pessoas em volta. Não vai me impedir. No Brasil só tem 30 anos de prisão máxima. Para ameaça, não dá nem alguns meses”, afirmou. Nos comentários da publicação, ele escreveu diversos ataques e xingamentos à tutora do pitbull. O que diz o filho? Para A Tribuna, o filho afirmou que passou por problemas psicológicos e está em tratamento. Ele explica que o que o motivou a fazer os ataques foram os comentários no vídeo publicado nas redes sociais. “Disseram que chutariam a cabeça da velha filha da p... da minha mãe”. Aos prantos, ele revelou que essa situação está acabando com a sua vida. “É só colocar a focinheira, cara. Eu não aguento mais morar nesse lugar. É só seguir a lei. Eu nunca fiz nada com a dona do cachorro, nunca falei com ela, não sei nem o nome”, revelou. O filho escreveu um pedido de desculpas à síndica do condomínio, afirmando estar arrependido de suas reações extremas, devido ao não uso da focinheira na cadela. Apesar disso, ele afirma não estar arrependido. “Quanto ao problema maior, ainda é difícil dizer honestamente estar arrependido. Foi uma resposta à leitura de mensagens como ‘eu que vou chutar a cabeça dessa velha’. E naquele instante, eu vi uma dúzia de mensagens violentas contra a minha própria mãe e culpei a pessoa que forneceu o vídeo e primeiro atribuiu culpa à minha mãe pelo caso”. Boletim de ocorrência A tutora registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (18), no 2º DP de Praia Grande. Nele, ela denuncia o autor das ameaças de morte. A mulher esteve presente na delegacia em três oportunidades e levou provas, como imagens, áudios e conversas, para provar os ataques recebidos.