Chuvas podem ter prejudicado hospital (Acervo pessoal) A situação em que se encontra o Complexo Hospitalar Irmã Dulce, em Praia Grande, foi denunciada por uma leitora de A Tribuna que, desde o dia 24, enfrenta problemas durante a internação das filhas trigêmeas que possuem dificuldade para respirar. A ajudante geral Tais Pereira de Almeida Campos, de 28 anos, moradora do bairro Aviação, aponta que o hospital se encontra em condições precárias. No quinto andar, entre a ala de pediatria e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ela e suas filhas estão instaladas, há uma infiltração no teto que despeja água da chuva no corredor do hospital. “Chove mais aqui dentro do que lá fora”, comenta a mãe. Em imagem compartilhada por Taís, a mãe mostra que o vazamento no andar foi tamanho, que o hospital substituiu o pequeno balde que antes recebia a água por uma lixeira. Além do vazamento de água, o banheiro do quarto de sua filha está sem energia desde que chegou. Segundo ela, uma funcionária informou que, na verdade, o local está sem luz há mais de uma semana. “Eu fui dar banho na minha bebê e cadê a luz?”, questiona. Todo esse transtorno começou no dia 24, quando uma das gêmeas de Taís apresentou não estava respirando, devido a um quadro de apneia. Logo após nascerem, em período prematuro, a mãe constatou que as filhas sofriam com o disturbio e paravam de respirar. Uma após a outra, as filhas de Taís apresentaram um quadro de apneia e necessitavam do tratamento oferecido na UTI, o que só oferecido para todas no dia 28, um sábado. “Eu fiquei o dia inteiro correndo atrás para poder conseguir uma vaga na UTI (para as trigêmeas)”. A primeira filha deu entrada na unidade de terapia intensiva no dia 24; a segunda, deu entrada no dia 27; e a terceira no dia 28. A Tribuna procurou a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administra o Hospital Irmã Dulce, para um posicionamento sobre o caso, porém não obteve resposta até a publicação desta matéria.