Nathalia Beatriz foi vista de calça preta e blusa de frio branca pela última vez (Arquivo Pessoal) Desaparecida há cerca de três dias, a família de Nathalia Beatriz dos Santos Silva está mobilizada para encontrar a jovem de 24 anos. Com síndrome rara, ela aproveitou que os parentes dormiam para sair de casa na madrugada de sábado (5), no Sítio do Campo, em Praia Grande. Desde então, Nathalia nunca mais foi vista. Um boletim de ocorrência foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde a mãe da jovem relatou que ela possui a síndrome de Sturge-Weber e faz tratamentos frequentes, tomando medicações diárias. Mariana Monteiro dos Santos, a mãe da jovem desaparecida, entrou em contato com A Tribuna para contar o ocorrido. Nathalia saiu por volta das 1h30 da madrugada com uma bolsa e duas sacolas, enquanto a família dormia. Ela estava com uma calça preta e uma blusa de frio branca. “A história que a gente (família) sabe até agora é essa. Não temos paradeiro algum, não sabemos se tem alguém envolvido. Não sabemos de nada ainda, porque ela nunca fez isso. Estava todo mundo dormindo. Estou mal, arrasada, acabada”, relatou a mãe. A jovem não deixou carta ou recados para a família justificando a sua saída. Agora a família se mobiliza para encontrá-la e Mariana disponibiliza seu telefone (+55 13 99731-4048) para contato, caso a população tenha alguma informação sobre o paradeiro de Nathalia. O que é a síndrome rara? A síndrome de Sturge-Weber é uma condição neurológica rara que se caracteriza pela presença de uma mancha de 'vinho do porto' na pele, geralmente na área da face, associada a anomalias cerebrais. Essa mancha está ligada a uma malformação vascular nos vasos sanguíneos do cérebro, resultando em problemas como convulsões, dificuldades cognitivas e, em alguns casos, problemas oculares. A síndrome é causada por uma mutação que afeta o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e é considerada uma condição congênita. Os sintomas podem variar bastante entre os indivíduos, e o tratamento geralmente envolve manejo dos sintomas, como controle das convulsões e suporte educacional.