[[legacy_image_62389]] O médico infectologista e secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, não descarta a reativação de hospitais de campanha nas cidades da Baixada Santista, dada a nova escalada de caso de Covid-19 na região. O especialistafoi um dos primeiros a dizer que a vacina não estaria pronta em menos de seis meses. A estimativa estava correta, mas nem ele imaginava que menos de um ano após dar essa declaração para ATribuna.com.br estaria no olho do furacão, comandando a pasta do Estado mais importante (e populoso) do País. Em visita ao Grupo Tribuna neste sábado (23), o professor e profissional com 28 anos de carreira defendeu o Plano SP, disse que estamos numa segunda onda de coronavírus e que o endurecimento das medidas de isolamento foi necessário para evitar o pior. Lamenta as mortes causadas pela covid-19 e dá, em números, o necessário para começar a pensar em vida normal: 36 milhões de doses de vacina no Estado inteiro. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Estamos na fase laranja, mas ela está meio amarelada? A fase laranja foi adaptada porque, mesmo com a restrição, as pessoas precisam viver, trabalhar, ganhar dinheiro. Não há interesse em impactar tanto na vida econômica. Por isso, salões e academias entraram nessa fase. Horário e circulação mudaram até para que alguns serviços pudessem estar trabalhando. Mas os bares continuam fora, tanto que há protesto contra as regras mais duras... O que acontece com os bares é que fica muito difícil conter as aglomerações. Até na praia é difícil. Você acha que está num local aberto, relaxa, aí toma algo, divide com o colega e pronto. E os horários são justamente aqueles onde há maior presença de pessoas, que é à noite. A Baixada pode reabrir hospitais de campanha? Não tiramos da visão abrir outros hospitais de campanha (São Paulo vai reabrir o de Heliópolis). É importante a ação dos prefeitos e secretarias municipais nos ajudando não só com informações. A possibilidade dos hospitais de campanha não está fora da mira. Não podemos é desassistir os munícipes. O retorno das aulas continua mantido? A partir do dia 1º aquelas crianças com dificuldades nas tarefas ou com o ambiente on-line podem retornar, mas não é obrigatório. Até o momento, o retorno obrigatório é no dia 8, com todas as regras e diminuição no número de alunos e profissionais. O Rio de Janeiro já antecipou que vai cancelar o Carnaval deste ano, em julho. São Paulo poderá fazer o mesmo? Da maneira como estamos, é sem condições de ter um Carnaval neste ano. Eu não vejo essa possibilidade, será bem difícil. Quantas doses o Estado precisa? Em relação aos grupos prioritários e idosos até 65 anos, são 36 milhões de doses, contando as duas vacinações. Estamos em busca desse número. E quanto às vacinas já aprovadas, como fica? Sempre foi um desejo do Estado inserir a CoronaVac no plano de vacinação nacional. Das doses emergenciais aprovadas, ficaremos com nosso percentual, que é cerca de 22, 23%. E com relação às gestantes e lactantes, elas poderão tomar? A CoronaVac é uma vacina formulada com vírus inativado (morto), poderá ser administrada em mulheres que estejam amamentando. Com relação às grávidas, os estudos não se encerraram, porém entende-se que o mesmo princípio possa ocorrer. Neste momento, a orientação é que elas consultem seus médicos.