Pórticos de pedágio eletrônico substituirão, possivelmente a partir de julho, as atuais praças rodoviárias (Alexsander Ferraz/AT) O secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, defendeu a ampliação do pedágio automático (free flow) nas rodovias de São Paulo. A fala foi feita durante uma reunião na Assembleia Legislativa, com deputados estaduais na quarta-feira (18). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o secretário, a ideia é instalar mais pórticos de pedágio, que são estruturas sobre a pista que fazem a cobrança sem precisar parar o carro, em várias estradas do estado. “Com esse modelo, a gente melhora o trânsito, reduz acidentes e ainda diminui o valor cobrado”, afirmou. Novos pontos De acordo com o secretário, novos pontos de cobrança de pedágio free flow já estão previstos. Serão mais três ainda neste ano: dois na Rodovia Anchieta, na altura do bairro Planalto, e um na pista norte da Rodovia dos Imigrantes, que passam a funcionar em 1º de julho. Outros pedágios automáticos devem ser instalados a partir de 2027. Benini também destacou o custo. “Cada pórtico custa cerca de R\$ 10 milhões, bem mais barato do que construir uma praça de pedágio tradicional”, explicou. O secretário estadual afirmou ainda que o modelo é mais justo. “Já houve uma redução de 20% no valor por quilômetro rodado. A ideia é cobrar de forma mais equilibrada, fazendo todo mundo pagar menos”, disse. Sem demissões Um dos pontos mais questionados pelos deputados foi o impacto nos trabalhadores dos pedágios atuais. O secretário garantiu que não haverá perda de empregos. “As concessionárias estão trabalhando para reaproveitar esses funcionários em outras funções, como atendimento ao usuário ou em áreas internas”, afirmou Benini. Secretário acredita em redução dos valores dos pedágios e na manutenção dos empregos (Patricia Domingos/Alesp) Como funciona O chamado 'free flow' é um tipo de pedágio onde o motorista não precisa parar o carro para a cobrança. Em vez das cabines tradicionais, existem pórticos instalados ao longo da rodovia. Eles têm sensores e câmeras que identificam o veículo automaticamente. Quando o carro passa por esse ponto, o sistema lê a placa ou uma tag (dispositivo eletrônico instalado no automóvel). A cobrança é feita de forma automática, sem filas e sem precisar reduzir a velocidade. A proposta é deixar o trânsito mais rápido, mais seguro e também reduzir a poluição, já que os carros não precisam parar e acelerar de novo. Como pagar Quem passa por um desses pontos tem até 30 dias para pagar. O pagamento pode ser feito pela internet, no site da concessionária, por aplicativo ou em pontos de atendimento ao usuário. Dá para pagar com Pix ou cartão. Se o motorista não fizer o pagamento dentro do prazo, a situação vira infração de trânsito. Nesse caso, é aplicada uma multa de R\$ 195,23 e o condutor recebe cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A cobrança é realizada por meio da leitura da placa do veículo, registrada automaticamente quando o motorista passa pelo pedágio free flow (Divulgação/Tamoios)