[[legacy_image_19508]] O objetivo de tornar a Cava da Pedreira, às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em um reservatório capaz de praticamente acabar com a falta de água em Vicente de Carvalho vai vencendo etapas e avança. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que aguarda aprovação das licenças pela Agência Nacional de Mineração (ANM) até o fim do primeiro semestre de 2021. Após esse processo, segundo a empresa, será possível editar a licitação, fazer as licenças ambientais necessárias e começar o processo indenizatório. “Estamos com o termo de referência e o edital prontos. As conversas estão adiantadas, entregamos todos os pedidos e fizemos várias reuniões com a ANM”, afirma Mônica Porto, diretora de Sistemas Regionais do órgão. Ela e a superintendente da companhia na Baixada Santista, Olívia Mendonça, visitaram a redação de A Tribuna na última semana. A obra, no entanto, não deve ficar pronta nem para 2022, já que após esse processo ainda será necessário licitar. O custo com a construção do reservatório é estimado em R\$ 160 milhões. A estrutura é um reservatório natural, capaz de ser preenchido com águas do rio Jurubatuba. Diferente de tudo De acordo com Mônica, a construção é diferente de tudo que a Sabesp já fez em termos de reservatório. “Uma parte terá que ser fechada com uma espécie de barramento. É uma configuração diferente. E junto à obra da Cava tem a ampliação da estação de tratamento de água, na Cidade”, contou Mônica. Ainda assim, segundo ela, a ANM foi “receptiva” à ideia. “Eles gostaram da alternativa de utilizar cava como abastecimento público. Esse tema (abastecimento) normalmente não tem muitas restrições”, reforça. Há, ainda, cuidados ambientais a serem notados. “Tem áreas que necessitam de barramento para separar a cava da calha do rio, porque está perto”, completou ela, dizendo que os detalhes não preocupam numa limitação ou reprovação de licenças ambientais. Procurada para comentar o processo relativo aos termos enviados pela Sabesp, a Agência Nacional de Mineração não respondeu até o fechamento desta edição. A Engebrita Mineração, atual dona da Cava, também foi procurada para comentar o processo de negociação do espaço, mas não respondeu até o fechamento da edição.