Travessia de barcas ficou suspensa na madrugada desta sexta (16); catraias foram alternativas (Daniel Gois/AT) Fenômeno que tem sido recorrente na Baixada Santista, o nevoeiro voltou a provocar o fechamento do canal de navegação do Porto de Santos na madrugada desta sexta-feira (16). A suspensão do tráfego aquaviário foi determinada pela Capitania dos Portos à 1h40. Já a travessia de barcas entre Santos e o distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, ficou paralisada por quase cinco horas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) esclareceu que, embora a navegação tenha sido suspensa, as operações de embarque e descarga permanecem dentro da normalidade. A travessia de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho também teve sua operação interrompida pelo nevoeiro, ficando paralisada das 0h58 às 5h52. Durante esse período, quem precisou cruzar o mar para acessar uma das cidades teve de recorrer às catraias. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a travessia foi retomada e, no momento, opera com três embarcações e intervalos de 12 minutos. Outra travessia que teve seu funcionamento afetado pelo nevoeiro foi a de balsas entre Bertioga e Guarujá. O serviço, contudo, já foi retomado e opera com intervalos de 40 minutos em ambos os lados. Também funcionam normalmente as balsas entre Santos e Guarujá. No momento, sete embarcações operam na travessia, que conta com tempo de espera de 15 minutos dos dois lados. Entenda o fenômeno Os nevoeiros que têm atingido o Litoral de São Paulo são constituídos pela umidade condensada próximo ao solo. Para que o fenômeno se forme, é necessário que a umidade relativa do ar esteja acima de 90%. "A diferença de temperatura na faixa litorânea, onde as temperaturas caem bastante pela manhã, junto com a alta umidade, favorece a formação da neblina", explica o meteorologista do Instituto Climatempo, Guilherme Borges. De acordo com o meteorologista, há uma diferença entre nevoeiro, neblina e névoa. "Quando a visibilidade está abaixo de mil metros, chamamos de nevoeiro; entre mil e três mil metros, é considerada neblina; e acima disso, seria névoa", esclarece. Borges explica, além disso, que essas condições são típicas do inverno brasileiro, quando as noites e madrugadas são mais longas comparadas ao dia. "Essa sequência de dias quentes, com aumento das temperaturas à tarde, facilita a formação do nevoeiro, e o fenômeno é bastante comum na região", concluiu o meteorologista.