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Peruíbe tem primeiro caso de mutação da covid-19 na Baixada Santista

Homem por volta de 50 anos e que sequer saiu da Cidade tem a linhagem britânica da doença

Por: Nathália de Alcantara  -  16/02/21  -  22:25
Atualizado em 16/02/21 - 22:26
  Foto: Divulgação/Pixabay

Um homem por volta de 50 anos e morador de Peruíbe é o primeiro caso confirmado na região de uma variação da covid-19. Apesar de não ter viajado, ele tem a linhagem britânica da doença. A informação é confirmada pelo pesquisador José Eduardo Levi, do Laboratório de Virologia do Instituto de Medicina Tropical da USP (IMT- FMUSP).


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O Estado tem confirmados 25 casos da variante brasileira do novo coronavírus e outros sete iguais ao de Peruíbe. Em Santos, ainda há um caso suspeito, cujo material está em fase de sequenciamento para confirmação ou não dessa variante.


Conforme Levi, que também atua no laboratório Dasa e esteve envolvido na identificação dos primeiros casos da cepa inglesa, o resultado desse tipo de análise não tem um prazo certo para ficar pronta.
“São muitas análises e podem ocorrer falhas. Agora, há uma demanda muito grande com a variante amazônica”, explica.


Por enquanto, o que se sabe sobre a mutação da doença que veio do Reino Unido é que ela é muito mais transmissível, apesar de não ser mais letal.


“Ela fez com que aumentasse muito o número de casos e já está em mais de 75 países. Essa variante tem provocado mais óbitos por atingir um número maior de pessoas. Assim, aumentam as possibilidades de morte”, esclarece o pesquisador.


E agora?


O especialista diz que não é preciso ter pânico, mas que segue sendo fundamental manter cuidados como usar máscara, evitar aglomerações e não esquecer de lavar as mãos e passar álcool em gel.


“São as mesmas medidas que enfrentamos desde o começo da pandemia. É algo normal e comum acontecer mutações. Já temos catalogadas quase 900 só do coronavírus, mas três receberam o título de variantes de preocupação: a da África, da Amazônia e a britânica”, alerta José Eduardo.


Elas recebem esse nome justamente por serem mais transmissíveis, se adaptando melhor na mucosa humana e levando cargas virais maiores.


“A mutação é a mudança de uma letra no genoma do vírus. É importante falar que existe proteção contra a variante britânica na vacinação atual”, diz o pesquisador.


Procurada para informar detalhes sobre o paciente com a variante e quais foram as medidas adotadas para o atendimento dele, a Secretaria de Saúde de Peruíbe informou apenas que foi comunicada pelo laboratório Dasa de que o sequenciamento da amostra de um paciente da Cidade, realizado no Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), confirmou se tratar da variante do Reino Unido B.1.1.7.


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