(Carlos Nogueira/AT/Arquivo) Prefeito entre 2009 e 2012, o candidato Paulo Wiazowski Filho, o Paulinho (PP), lidera a corrida para a Prefeitura de Mongaguá, com 36,7% das intenções de voto em levantamento estimulado — no qual se indicam aos eleitores os nomes dos concorrentes — feito pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Há um empate técnico na segunda colocação entre o ex-vereador e ex-prefeito interino Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (União), com 23,2%, e o vice-prefeito e concorrente governista Rafael Redó (Republicanos), com 20,8%. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. A última colocada é a advogada Marcia das Dores Silva, a Dra. Marcia de Mongaguá (PMB), com 1,5%. Não votariam em nenhum dos candidatos 4%, disse que votará nulo ou em branco 1,7% dos consultados, e 12,1% se declararam indecisos. Mongaguá é a cidade com menor número de eleitores na Baixada Santista, com 50.536 aptos a votar, e terá eleição em turno único. Portanto, teoricamente, o resultado final deverá ser conhecido já em 6 de outubro, dia da eleição. ANTECEDENTE Fala-se em tese porque a Justiça Eleitoral, em primeira instância, indeferiu o registro da candidatura de Paulinho. O motivo é que, no ano passado, a Câmara rejeitou as contas do Município de 2012, último ano de mandato do então chefe do Executivo. () Paulinho já apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) e, nessa condição, permanece na disputa. Em 2012, já reeleito prefeito, Paulo Wiazowski Filho teve o registro cassado, em decisão confirmada no ano seguinte pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Julgou-se que o então prefeito fez propaganda de obras e serviços municipais nos três meses que antecediam o pleito, o que é proibido pela Lei das Eleições (9.504, de 1997). Paulinho teve os votos anulados, e Artur Parada Prócida, o segundo colocado, assumiu o cargo. () ESPONTÂNEA Quando se considera a pesquisa espontânea, sem indicação de candidatos aos entrevistados, Mongaguá tem um empate técnico triplo na disputa. Pela ordem, aparecem Paulinho (20,4%), Casa Branca (16,4%) e Redó (14%). A tendência de uma eleição acirrada também tem relação com a quantidade de eleitores que afirmaram não saber em quem votarão: 46,8% do total. Dra. Marcia surge com 0,3%, e Rodrigues, com 0,2%. Não votará em ninguém ou optará por votar nulo ou em branco 1,7% dos consultados, e 0,2% não irá às urnas na eleição de outubro. REJEIÇÃO Entrevistadores do IPAT também perguntaram em quem os eleitores consultados não votariam de jeito nenhum. Ao ver os nomes dos candidatos, os entrevistados puderam fazer mais de uma escolha. Rafael Redó está à frente nesse quesito e de forma isolada, com 30,2% das citações. Depois, empatados, aparecem Rodrigo Casa Branca, com 19,1%, Paulinho, com 18,3%, e Dra. Marcia, com 17,9%. Não rejeitam nenhum, 19,3%; não souberam dizer, 6,1%; não votariam em nenhum, 4,5%, e não votará em outubro, 0,2%. VOTO FEMININO E MASCULINO Na pesquisa espontânea, se a votação coubesse apenas ao eleitorado feminino, Paulo Wiazowski Filho teria distância ainda maior para os demais candidatos, com 39,9%. Persistiria o empate técnico entre Rodrigo Casa Branca e Rafael Redó, respectivamente, com 21,7% e 20,4% das intenções de voto. Marcia das Dores Silva, a Dra. Marcia, teria 1,3%. Caso a eleição tivesse votos somente masculinos, Paulinho (33,2%) e Casa Branca (25,1%) estariam perto de um empate técnico no limite da margem de erro, de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Significa que o candidato do PP teria entre 29,2% e 37,2%, e o do União Brasil, entre 21,1% e 29,1%. Pouco mudaria para Redó (20,8%, ainda empatado tecnicamente com Casa Branca) e Marcia (1,8%). MAIS CURIOSIDADES Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes para os eleitores consultados, há outras duas curiosidades. Uma delas é que, entre os homens, Casa Branca está numericamente à frente de Paulinho — 19,8% a 19,1% —, ante 14,1% de Redó. Dra. Marcia de Mongaguá não foi citada. Restringindo os números aos votos de mulheres, Paulinho teria liderança isolada, mas por pouca margem, com 21,7%, e houve índice idêntico de intenções de voto para Casa Branca e Redó, com 13,5% cada um. Marcia atingiu 0,6%. REGISTRO O IPAT entrevistou 602 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, no dia 18 deste mês. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-01961/2024. O nível de confiança estimado é de 95%. ()