Mesmo após diversas consultas, não definiram se, ou qual transtorno os gêmeos possuem (Alexsander Ferraz/AT) A dona de casa Ivone Santos, de 38 anos, precisa de ajuda após seus filhos, que são gêmeos, serem atendidos sob investigação por quase dois anos no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantil de Peruíbe e não terem um laudo médico definido. Além disso, ela contou que a unidade de atendimento não possui nutricionista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ivone é mãe de cinco filhos e, entre eles, dois meninos gêmeos de quatro anos chamados Bryan Willian Santos Santana e Henrique Emanuel Santos Santana. A dona de casa procurou o centro psíquico em agosto de 2022, mas seus filhos somente iniciaram as consultas para definição do laudo no ano seguinte. Ela contou que um de seus filhos utiliza um medicamento específico para se manter mais calmo. “Um (dos gêmeos) toma risperidona, porque é muito nervoso e agitado”. Além disso, acrescentou que não possui dinheiro para pagar consulta para os dois, pois está desempregada. A mãe de Bryan e Henrique também reclamou a respeito do intervalo de tempo das consultas de especialidades pelas quais seus filhos passam. “Terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo de 15 em 15 dias, psiquiatra a cada seis meses e nutricionista não tem lá”. A falta de nutricionista tem causado dificuldades no dia a dia de Ivone, que alega que seus filhos possuem seletividade alimentar. “Tudo que dou para eles comerem, eles cheiram e não comem. Eu me sinto mal comendo e meus filhos, não. Não sei o que fazer, preciso de uma solução. Não é fácil para mim, choro todos os dias com isso”. A mãe das crianças também contou que a psiquiatra pediu para que ela gravasse um vídeo durante a agitação de um de seus filhos, que utiliza medicamento para ficar mais calmo. “Eu sei que eles já têm o relatório de autismo, mas não dão porque acham que nós, mães, estamos mentindo”. Além disso, Ivone disse que se sente desamparada e desprotegida. Outro lado A Secretaria Municipal de Saúde informou que as duas crianças foram referenciadas no serviço em junho de 2022 e já passaram em consulta com neuropediatra e psiquiatra infantil. Porém, por serem menores de cinco anos, estão na janela de desenvolvimento, uma vez que para diagnosticar Transtorno do Espectro Autista (TEA) o ideal é apenas após essa idade, pois até cinco anos pode haver avanços no desenvolvimento neuropsicomotor que descartem a hipótese de TEA. Além disso, a Prefeitura comunicou que os gêmeos também foram assistidos pela terapeuta ocupacional para estimulação precoce e agora estão em acompanhamento com a fonoaudióloga (com algumas faltas injustificadas). Uma das crianças também foi avaliada por um nutricionista. Também foi informado que, quando iniciaram a frequência na escola, foram observados avanços significativos no desenvolvimento. Por isso, neste momento não é possível fechar um diagnóstico, segundo a Administração.