Um estreante em eleições e um ex-prefeito estão empatados tecnicamente na disputa pela Prefeitura de Peruíbe: o candidato governista, Felipe Bernardo (PSD), tem 33,5% das intenções de voto, e Gilson Bargieri (MDB), que governou a Cidade de 2001 a 2004, está com 27,5% (Divulgação/Alexsander Ferraz/AT) Um estreante em eleições e um ex-prefeito estão empatados tecnicamente na disputa pela Prefeitura de Peruíbe: o candidato governista, Felipe Bernardo (PSD), tem 33,5% das intenções de voto, e Gilson Bargieri (MDB), que governou a Cidade de 2001 a 2004, está com 27,5%, indica levantamento do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). A margem de erro é de quatro pontos percentuais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O terceiro colocado está em empate técnico com o segundo. Trata-se do empresário Emer Elias Abou Jaoude (PL), que recebeu 20,2% das preferências. Ele concorreu às duas eleições anteriores ao Executivo, em 2012 e 2016, e perdeu ambas, em disputas apertadas, para o prefeito Luiz Maurício (PSD), que não concorre por estar no segundo mandato seguido. Em último lugar, está o vereador Bruno Chehade Pereira, que se identifica como O Médico Dr. Bruno (DC), com 3,3% das citações. Não votará em nenhum deles 1,9%, enquanto 0,5% respondeu nulo ou em branco, 12,6% estão indecisos e 0,5% não irá às urnas em 6 de outubro. Os dados são da pesquisa estimulada, na qual se apresentaram aos eleitores os nomes dos concorrentes. Espontânea Na sondagem espontânea, sem indicação de nomes aos eleitores, a situação se repete: empate técnico entre Felipe e Gilson (23,8% a 17,6%) e entre este e Emer (que obteve 13,7%), com 1,9% para Bruno. Também foram citados, com 0,2% cada, “Gilson Bargieri ou Emer”, João Paulo e Luiz Maurício. Há 40,2% de indecisos, com 1,7% de votos em ninguém, branco ou nulo, e 0,5% não votará. Histórico A escolha de Felipe Bernardo como candidato governista se deu após a análise de, pelo menos, cinco possíveis nomes nesta segunda metade do atual governo. Filiado ao PSD em abril, ele era chefe de Gabinete de Maurício desde a primeira gestão e ocupou secretarias municipais de forma interina — Administração, Saúde e Educação. Bargieri disputou a Prefeitura em 2000, quando venceu; não conseguiu a reeleição em 2004; concorria em 2008, mas, com suas contas rejeitadas pela Câmara, teve o registro negado e abdicou em favor da filha, Milena Xisto Bargieri, eleita; em 2016, foi terceiro colocado — Luiz Maurício teve 22,4% dos votos, Emer, 21,8%, e Bargieri, 21,4%. Registro O IPAT ouviu 629 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, no dia 20. Margem de erro: quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-06141/2024. Nível de confiança: 95%. Votação varia conforme nicho do eleitorado Em uma situação de empate técnico, o acirramento da disputa se reflete nas faixas do eleitorado consultadas pelo IPAT. Um exemplo é a divisão em mulheres e homens. Entre elas, a pesquisa estimulada mostra Felipe Bernardo quase dez pontos à frente de Gilson Bargieri (35% a 25,4%). Entre eles, a vantagem do governista sobre o ex-prefeito cai para 31,9% a 29,8%. O concorrente do PSD também não é vencedor em todos os estratos. Há situações de empate ou em que o postulante do MDB está à frente. Na faixa mais jovem de eleitores, de 16 a 24 anos, ambos têm 23,1%. Na fatia do eleitorado sem renda, empate triplo, com 23,5% para cada — Emer Jaoude é o outro nome. Ao se dividirem os eleitores por escolaridade, a maior vantagem de Felipe é entre os que têm Ensino Superior completo e incompleto: 49,3% a 15,4%. Entre os de Ensino Fundamental completo e incompleto, Bargieri ganha por 31% a 22,8%. Rejeição Pesquisadores do IPAT também perguntaram em quem os eleitores entrevistados não votariam de jeito nenhum. Ao ver os nomes dos candidatos, os consultados puderam fazer mais de uma escolha. Gilson Bargieri foi mencionado por 36,7%, enquanto Emer Jaoude ficou com 24,6%, Felipe Bernardo atingiu 21,5% e Dr. Bruno recebeu 13,2% das menções. Dez por cento disseram não ter rejeição a nenhum dos concorrentes, ante 5,2% que não souberam responder, 2,4% que não votariam em nenhum deles e 0,6% que não votará em outubro. Ao Legislativo Pouco mais de dois terços dos entrevistados pelo IPAT (67%) afirmaram já ter candidatura definida para a Câmara. Dos levantamentos do instituto, é o maior percentual já aferido de cidadãos que disseram em quem votarão. O mais alto havia sido na primeira das duas sondagens em Cubatão, com 65,2%.