Postes eram apenas utilizados de suporte para uma boa visualização da rua (Reprodução) As câmeras de segurança instaladas em postes de três ruas no bairro Cibratel II, em Itanhaém, no Litoral de São Paulo, foram removidas sem aviso prévio por funcionários da Neoenergia Elektro, na última sexta-feira (23). Os equipamentos foram adquiridos pela comunidade há dois anos para aumentar a segurança e combater a criminalidade no local, e não utilizavam energia dos postes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o empreiteiro de obras Filipe Rios de Carvalho, de 33 anos, a Elektro pediu o apoio da Policia Civil para realizar a ação nas ruas Colômbia, Amapá, Iguaçu e Rio Grande do Sul. "Essas cameras já inibiram vários roubos a algumas residências. Quase todos os moradores tinham acesso às imagens", explica. "Nunca fomos questionados por termos instalado no poste. Eles simplesmente chegaram, confiscaram todas e disseram que era para ir resolver na delegacia. Não temos calçamento nas ruas nem rondas policiais, tiraram o pouco de segurança que tínhamos", relata. Conforme apurado por A Tribuna, os postes eram apenas utilizados como suporte das câmeras. Para uma boa vizualização da rua, as câmeras eram ligadas por cabos direto nos receptores das residências, que as alimentavam. O empresário Thiago Mazzer, de 39 anos, foi até a unidade da concessionária no município e foi informado de que houve uma denúncia, seguida de uma ordem de serviço, para que as câmeras fossem retiradas. "Perguntei se havia alguma sanção ou multa para nós, moradores, e disseram que não." Funcionava Segundo Mazzer, as câmeras realmente aumentaram a segurança. "Elas foram colocadas para previnir e inibir um pouco a criminalidade. E funcionou. Os criminosos ficam com receio de assaltar, já que estão sendo gravados. Sabem que estamos registrando o rosto deles. Tudo isso foi só para proteger os moradores", justifica. Denúncia A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou, em nota, que agentes do 2° Distrito Policial de Itanhaém receberam de fato uma denúncia sobre câmeras de monitoramento em postes de iluminação. Após apurção, foi constatado que as instalações ocorreram sem autorização da empresa responsável. A retirada e posse dos equipamentos ficou, então, sob responsabilidade da concessionária. Por não se tratar de ocorrência criminal, não houve apreensão de objetos e nem registro de boletim de ocorrência. Elektro Em nota, a Neoenergia Elektro informou que a Delegacia Seccional de Itanhaém fez a solicitação através de uma Ordem de Serviço Comercial, pedindo a presença da empresa nos endereços citados para retirada de câmeras instaladas de forma irregular em postes de energia elétrica. De acordo com a empresa, foi feito contato com a Polícia Civil, que acompanhou a equipe até os endereços citados para a retirada das câmeras. A Elektro ressalta que foi solicitado, como procedimento padrão, que os moradores apresentem as notas fiscais da mercadoria para que sejam devolvidas.