Sede da Prefeitura: 72,7% desaprovam a maneira como o chefe do Executivo administra a Cidade; para 37,1%, o próximo deve mudar tudo (Nirley Sena/AT) Vice-prefeito eleito em 2016, governante de Mongaguá desde o final de outubro de 2018, por força de uma decisão judicial que o garantiu no cargo após a cassação de Artur Parada Prócida, e reeleito em 2020, o prefeito Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), se aproxima do fim da gestão com avaliação negativa. Assim constata o Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Dos entrevistados, 52,5% consideram seu governo ruim (19,3%) ou péssimo (33,2%). Classificam-no como regular 28,9%, e os conceitos positivos alcançam 15,9% — a soma de ótimo (3,8%) e bom (12,1%). Não souberam responder 2,7%. Quando se restringem as opções, perguntando-se ao eleitor se aprova ou desaprova a maneira como Cabeça administra a Cidade, há 72,7% de desaprovação e 25,1% de aprovação, com outros 2,2% que não souberam avaliar. Tal situação faz com que 37,1% dos entrevistados pensassem que o próximo prefeito deveria mudar tudo o que se fez. Para 31,7%, seria preciso alterar apenas algumas coisas. Outros 20,4% acharam que se poderia manter boa parte do que foi feito, e 9,3% defenderam manter tudo. Não soube, 1,5%. Márcio Melo Gomes é prefeito de Mongaguá desde outubro de 2018 (Alexsander Ferraz/AT) SEM APOIO ELEITORAL A maioria dos eleitores ouvidos pelo IPAT também não votaria de jeito nenhum em um candidato apoiado pelo prefeito Márcio Cabeça. Assim responderam 61,1% dos entrevistados. Ainda: 25,1% dos consultados disseram que poderiam votar em um indicado pelo chefe do Executivo, dependendo do candidato, 11,3% o fariam com certeza e 2,5% não souberam. INFLUÊNCIAS Os pesquisadores do instituto também avaliaram a influência eleitoral de outros políticos com e sem mandato. Entre os nomes, o de maior apelo foi o do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos): 39,2% poderiam votar em um indicado por ele, 31,1% jamais o fariam, 26,7% votariam com certeza e 3% não souberam dizer. Se o apoiador fosse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 44,4% não votariam no indicado de jeito nenhum. No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o índice foi de 41,4%. REGISTRO O IPAT entrevistou 602 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, no dia 18 deste mês. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-01961/2024. O nível de confiança estimado é de 95%.