As festividades que marcaram o final de 2024 e o início de 2025 trouxeram mais de 5 milhões de turistas às cidades da Baixada Santista, de acordo com dados de prefeituras da região. As expectativas para o restante da temporada de verão são altas: somente em Santos, devem passar três milhões de visitantes, o que representa um crescimento de cerca de 8% em relação à anterior, que foi a melhor na cidade desde 2016. Em nota, a Administração santista disse estimar que 594.372 turistas passaram a virada do ano na cidade. O cálculo é baseado em números da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). De acordo com a concessionária, 660.414 veículos seguiram em direção à Baixada Santista no período de Réveillon. Desse total, a Prefeitura calcula que 198.124 veículos tiveram Santos como destino. Ainda de acordo com a Prefeitura de Santos, o número de turistas estimado neste período é 38,45% maior em relação ao mínimo esperado inicialmente, de 477 mil visitantes. A taxa de ocupação da rede hoteleira no Réveillon também superou a do ano passado: 75% contra 72%. Na virada deste ano, o pico de ocupação foi de 86,27%, entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. “Quando comparado o período entre um ano e o outro, houve um aumento de 4,16%”, informou a Administração. A pesquisa tem como base de cálculo 12 hoteis, o que representa 1.473 apartamentos. Os maiores números de visitantes entre os dias 31 de dezembro e 2 de janeiro informados para A Tribuna foram os das cidades de Guarujá e Praia Grande, cada qual com 1,5 milhão de turistas. Segundo a Prefeitura de Praia Grande, mais de 300 mil visitantes por final de semana são esperados até o final da temporada de verão. Guarujá, por sua vez, não informou a quantidade de turistas esperados até o final da temporada. Em Mongaguá, a Prefeitura estima que cerca de 800 mil turistas estiveram na cidade entre Natal e Ano-Novo. No total, o Município afirma que mais de 1,5 milhão de pessoas passaram pelo município. Conforme a Prefeitura de São Vicente, no mesmo período, a cidade recebeu aproximadamente 500 mil turistas. Com a chegada do verão, a expectativa da Prefeitura é de que São Vicente receba 1,2 milhão de visitantes até o final da temporada. Em Itanhaém, cerca de 450 mil turistas passaram o Ano-Novo no município, que espera receber 1,75 milhão de turistas até o fim do Carnaval. Cubatão recebeu pelo menos 115 mil pessoas, entre moradores e turistas, nos eventos de pré-Réveillon e na virada do ano, de acordo com estimativas da Prefeitura. Bertioga não informou o número de turistas na cidade entre os dias 31 de dezembro e 2 de janeiro, mas comunicou que são esperados, em média, 500 mil pessoas na temporada de verão. A Prefeitura de Peruíbe foi procurada, mas não retornou até o fechamento desta edição. Comércio e setor hoteleiro comemoram bom movimento O grande número de visitantes foi celebrado por representantes dos setores de bares, hotéis e restaurantes e do comércio da região. “Tivemos resultados excelentes no Ano-Novo, mesmo não batendo os recordes previstos”, comentou o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), Arthur Veloso. Segundo Veloso, ainda que as condições climáticas não tenham sido das mais favoráveis, os hotéis da região neste Réveillon atingiram uma média de 86,5% de ocupação. Alguns deles, segundo o presidente, chegaram à lotação máxima. Comércio Já para os comerciantes da região, houve um aumento de aproximadamente 10% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sincomércio). O presidente da instituição, Omar Abdul Assaf, atribui o sucesso no setor à maior procura pela região, que segundo ele resulta da alta do dólar e o encarecimento dos custos de viagens mais longas, tanto para o exterior quanto para destinos nacionais. “Além disso, as pessoas estão encontrando aqui preços bons, não só no aluguel de casas e na hospedagem em hotéis ou pensões, mas também os preços de comida e outros bens”, acrescenta o presidente do Sincomércio.