Há restrições para visitar o local (Reprodução/Facebook) Escondida no litoral do estado de São Paulo, Brasil, a Ilha da Queimada Grande, também conhecida como Ilha das Cobras, é um dos locais mais misteriosos e temidos do planeta. Com aproximadamente 43 hectares, essa ilha se localiza entre Itanhaém e Peruíbe e é lar de uma das maiores concentrações de serpentes venenosas do mundo, a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), espécie que não existe em outro lugar do planeta. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Ilha da Queimada Grande ganhou notoriedade internacional, sendo citada em listas de lugares mais perigosos por jornais como o britânico ‘The Telegraph’. A fama se justifica pela densidade de serpentes. Estima-se que existam entre uma e cinco cobras por metro quadrado na ilha. Esses números são tão alarmantes que o governo brasileiro restringiu o acesso à ilha, permitindo a entrada apenas de pesquisadores e militares autorizados. A jararaca-ilhoa, que pode atingir até 70 cm de comprimento, é conhecida por seu veneno tóxico, mais potente que de suas parentes continentais. Sua mordida causa uma rápida degradação dos tecidos e pode ser letal para seres humanos. Porém, devido ao isolamento e à falta de presas maiores, sua dieta consiste principalmente de aves migratórias que fazem escala na ilha. Embora temida, a Ilha da Queimada Grande tem um papel crucial no ecossistema e é um santuário biológico. A jararaca-ilhoa é uma espécie criticamente ameaçada devido ao habitat restrito, e a conservação da ilha é vital para sua sobrevivência. Pesquisadores estudam tanto a serpente quanto o ecossistema local para entender melhor as dinâmicas evolutivas e o impacto do isolamento geográfico quando visitam essa a ilha. Por conta dos riscos extremos, turistas não podem visitar a ilha. Além disso, a restrição protege o delicado equilíbrio ecológico do local. Apenas cientistas, com permissão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) podem explorar a região.