Farid Madi (Podemos, número 20) (Vanessa Rodrigues/AT) Farid Said Madi é empresário e tem 60 anos de idade. Foi prefeito de Guarujá entre 2005 e 2008 e é casado com a ex-deputada estadual Haifa Madi. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por que o sr. quer ser prefeito? Acredito que experiência é a palavra-chave para que a gente volte a ter uma gestão eficiente. Estou, acima de tudo, preparado para esse grande desafio que é administrar uma cidade com tantos problemas. Em Guarujá, temos desafios na educação, na saúde, na questão social, que é gravíssima. O que mais me motiva a ser candidato são, exatamente, a minha experiência e meu preparo para poder encarar esses desafios. Que propostas o sr. tem para a saúde? Faremos uma parceria com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para que possamos trazer um Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e, em paralelo a isso, ampliaremos o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Vicente de Carvalho, no Hospital do Guarujá. Outra questão é a espera por exames. Vamos fazer a contratação de serviço com clínicas particulares e hospitais privados para buscar diminuir o tempo de espera e zerar a fila. E para a educação? Além de recuperar a estrutura física das unidades escolares, temos que procurar valorizar o professor e dar condições para que ele possa ter um ambiente de trabalho melhor. Vamos investir na construção de mais escolas e creches, além de investir em cursos técnicos de qualificação profissional, especialmente para o nosso jovem e voltados para as áreas naval e do turismo. Guarujá é uma Cidade que tem muitas demandas, mas não tem qualificação profissional para supri-las. Também queremos trazer uma Fatec (Faculdade de Tecnologia, do Governo Estadual) para Guarujá, para que os jovens possam se preparar para o mercado de trabalho na área da tecnologia e também na área do turismo. Quais são os seus projetos para a habitação? Quando prefeito, investi em habitação e conseguimos projetos importantíssimos, como o projeto Parque da Montanha, que nos permitiu retirar famílias que moravam em palafitas e que hoje está permitindo a expansão portuária, o que vai gerar muitos empregos. Uma das coisas mais imediatas que faremos é continuar o trabalho de regularização fundiária. Vamos promover a remoção das famílias que vivem em área de risco e propor uma locação social, além de ampliar mais projetos habitacionais em áreas como a Cachoeira, onde há 800 famílias vivendo em situação dramática, além de bairros como Santa Cruz dos Navegantes, Cantagalo e os morros da Vila Baiana, onde ainda há pessoas vivendo em situação de risco. Vamos fazer projetos habitacionais para remover essas famílias de lá e dar dignidade de moradia para elas. E para a segurança pública? Vamos implementar mais de 5 mil câmeras e fazer uma central de monitoramento. Vamos criar várias bases comunitárias de segurança, todas elas interligadas a essa central de monitoramento, para que possamos agir de forma bastante rápida e, com isso, inibir crimes. Porém, o que vamos fazer de forma mais eficiente para a questão da segurança são políticas públicas de inclusão social para que quem comete esses crimes, geralmente jovens desassistidos socialmente, tenham, ao menos, uma escolha. E para a mobilidade urbana? Precisamos investir na continuidade das obras da Avenida Dom Pedro I, do binário da Cachoeira e do da Avenida Mário Daige, que até hoje não foram concluídas. Precisamos investir para criar novos acessos a Guarujá. Também vamos implementar uma Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), para que possamos, de uma forma mais eficiente, ordenar o trânsito da Cidade e trazer tecnologia para que tenhamos semáforos inteligentes. Além disso, vamos promover a tarifa zero (no transporte coletivo municipal por ônibus) aos domingos. Como o sr. pretende fomentar a geração de emprego e renda? Vamos procurar dar incentivo para que as empresas voltem e desburocratizar a Prefeitura. Hoje, um alvará simples de abertura de comércio leva entre seis e sete meses para ser emitido, e um alvará de construção leva, aproximadamente, um ano. Vamos buscar ferramentas para diminuir esse tempo. Paralelamente a isso, vamos investir em qualificação profissional. Quais as suas propostas para o esporte? Quando fui prefeito, Guarujá tinha uma etapa do Mundial de Surfe, o Mundialito de Futebol de Areia e o de Vôlei de Praia. O esporte é uma ferramenta social poderosa e que vamos trazer de novo como prioridade no meu governo. E para a cultura? A cultura, além de ser uma ferramenta social importante, é uma geradora de economia e de oportunidades. Vamos reativar a Secretaria de Cultura e trazer o Centro de Tradições Nordestinas para Vicente de Carvalho. Quais os projetos voltados para a área do meio ambiente? O meio ambiente, se utilizado de forma correta, tem um potencial para o turismo que é importantíssimo. Um exemplo é a Ilha dos Arvoredos, primeira ilha sustentável do mundo e que fica em Guarujá. Também vamos criar um monitoramento da questão climática e buscar alternativas para combater os efeitos dela. E para o turismo? Guarujá é uma cidade que, sabidamente, tem alguns problemas que têm afugentado o turista. A questão mais importante é a da segurança, na qual vamos investir não só para o turista, mas também para quem vive na Cidade. Vamos voltar a trazer eventos para a Cidade, não só no período de verão. Como o sr. pretende gerir as finanças do Município? Sou um empresário e, acima de tudo, preparado para esse desafio. Sei que, em um primeiro momento, vamos encontrar algumas dificuldades do ponto de vista financeiro. Porém, já estamos planejando como vamos enfrentar isso. Vamos voltar a investir de forma correta na saúde, na educação, ou seja, fazer com que o dinheiro público seja aplicado da forma correta. Como o senhor pretende atuar com as outras prefeituras da região no Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista)? Acho que as questões que mais nos afetam regionalmente são a segurança e o transporte. Acredito que, com a ligação seca (o túnel) Santos-Guarujá, o transporte será realmente interligado. Fazer a integração de inteligência entre todas as cidades na questão da segurança é muito importante. Temos uma boa relação com os prefeitos já eleitos e com os que possivelmente vão se eleger. Então, não vamos ter dificuldades. Como o sr. pretende atuar para enfrentar a crise hídrica que afeta Guarujá? Recentemente, foi feita a renovação do contrato com a Sabesp e, dentre as exigências da Cidade, é que se conseguisse resolver a questão do reservatório que fica na Cava da Pedreira. A construção desse reservatório permitiria o abastecimento ininterrupto por quatro meses da Cidade. Por isso, vamos cobrar a Sabesp para que isso aconteça efetivamente.