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Sexta-feira

22 de Fevereiro de 2019

Presidente de liga de karate de Guarujá reage a polêmica sobre emendas

Leandro Martins conversou com A Tribuna On-line sobre a entidade e desmentiu acusações feitas nas redes sociais

O presidente da Liga Guarujaense de Karate-Do (LGK), Leandro Martins, se manifestou pela entidade após A Tribuna On-line repercutir a polêmica envolvendo a indicação de oito emendas ao Orçamento de 2019 da cidade, feitas em outubro por sete vereadores, sugerindo repasses à associação cujo valor total chega a quase R$ 1,6 milhão. Em entrevista, Martins respondeu a acusações feitas por usuários nas redes sociais, explicou detalhes da atuação da entidade e comentou a abertura de inquérito por parte do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que investigará o caso.

Segundo Leandro, a LGK atua junto ao poder público municipal em projetos sociais desde o começo de 2018, quando venceu seis chamamentos públicos promovidos pela Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, que se transformaram em termos de colaboração para a execução de Projetos Sócio Esportivos. As comunidades beneficiadas, desde agosto desse ano, foram as de Santa Cruz dos Navegantes, Perequê, Vila Júlia e Pae Cará, onde são prestados 400 atendimentos. "Atualmente, temos 20 professores e monitores esportivos e um assistente social", diz.

Ainda de acordo com Leandro, as modalidades atendidas pela entidade nesses projetos são variadas, como karatê, jiu jitsu, futebol, caminhada e até surfe, por meio das Leis Pelé e Zico. "Apesar de levarmos o karate no nome, somos uma entidade que está apta a atuar em projetos esportivos e sociais em qualquer modalidade esportiva que desejarmos, conforme regulamentação legal, que permitiriam o livre associativismo e cooperação em prol do esporte", explica. Ele complementa: "O trabalho da Liga Guarujaense é para que a população de Guarujá, especialmente a mais carente, tenha acesso direto e gratuito a esporte e lazer de qualidade".

Ele afirmou à Reportagem que sabia da apresentação das emendas, pois a LGK solicitou apoio aos vereadores, "para dar continuidade e amplitude aos projetos existentes e iniciar atividades em outros bairros". Também reconhece que o valor total das sugestões assusta, mas pondera que "cada indicação representa um projeto específico, que tem custos e planejamento individualizados para cada comunidade da cidade que seria beneficiada por elas".

"Sem juízo de valor"

O presidente da liga diz que não vê problemas no fato de sete vereadores, dos 17 da Câmara, terem sugerido emendas com o objetivo de fazer repasses à entidade. Leandro acredita que as indicações ocorreram em função dos bons serviços prestados à sociedade.

"A LGK não julga as intenções dos vereadores, e acredita que não há problemas legais em sua destinação para a manutenção e ampliação dos projetos que já vêm sendo feitos", afirma. Sobre o que seria feito com o dinheiro, ele diz que "certamente" seriam destinados ao "pagamento de funcionários e compra de materiais esportivos necessários para as aulas gratuitas".

Esclarecimentos

Sobre o inquérito aberto pelo MPSP, Leandro afirmou que, desde quando a polêmica sobre as emendas começou a viralizar nas redes, ele já reunia informações para fornecer ao órgão, inclusive para esclarecer informações que, segundo ele, são mentirosas.

Uma delas diz respeito ao comando da LGK. O antigo presidente, Diego Oliveira Barbosa, deixou o cargo no último dia 16 de julho, poucos dias antes de assumir um cargo comissionado na Prefeitura de Guarujá - função da qual foi exonerado na última terça-feira (11), a pedido do mesmo. "Ele pediu para deixar o cargo que ocupava na administração para poder esclarecer as acusações infundadas, injustas e mentirosas que fazem contra ele e contra a liga", afirma Leandro.

Ele também negou que a sede da liga funcione em um galpão abandonado, como algumas postagens nas redes sociais afirmavam desde o começo da semana. Segundo Martins, a sede administrativa da liga funciona em prédio comercial desde 31 de julho e, antes, funcionou em uma sala locada no Aquário de Guarujá - o galpão fica ao lado deste prédio, o que, segundo ele, causou a confusão de endereços.

Ele finalizou explicando que a LGK não possui página nas redes sociais pois, por não possuir rendimentos de nenhum tipo, não poderia "arcar com os custos de manutenção" destas páginas. Já com relação ao site, Leandro disse que ele existe, mas no momento passa por manutenção, feita de forma gratuita por um colaborador da entidade. Quando voltar ao ar, o mesmo poderá ser acessado na internet pelo endereço www.ligaguarujaense.social.