[[legacy_image_19445]] O estudante Erick Germano, de 15 anos, começará uma nova etapa na vida estudantil. Ele, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), lançou o livro ‘Através do Fantástico Olhar de Erick’, onde retrata contos infantis com sua própria perspectiva. Quem acompanha Erick de perto acredita que o adolescente de Guarujá, prestes a começar o ensino médio, pode ir muito além do diagnóstico. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Erick foi aluno da Escola Municipal Professora Maria Aparecida Ramos Camargo, em Guarujá. Lá ele teve o acompanhamento do professor de educação especial Edmilson Ferreira, que notou o grande potencial do aluno para atividades ligadas à arte e computadores durante o ensino fundamental. “O Erick é um aluno com muito potencial. A habilidade que ele tem no computador, desenvolvendo desenhos, é algo fantástico. Na parte acadêmica, o Erick tem um potencial muito bom. Está indo para o ensino médio. Com apoio, vai até a faculdade. Ele vai longe”, destaca o professor. Com 24 exemplares produzidos, o livro reúne histórias infantis, como Chapéuzinho Vermelho, Flicts e até uma série do YouTube intitulada Guarda Chuva Azul, todas contadas pela perspectiva de Erick. Por meio de um programa no computador, o estudante passou a criar desenhos próprios, que foram reunidos na obra. Devido à pandemia de Covid-19, a Coordenadora da Educação Especial de Guarujá, Cassia de Oliveira Espinosa, teve um contato restrito e remoto com Erick. Ainda assim, foi suficiente para reconhecer as capacidades do estudante e até mesmo traçar perspectivas para um futuro próximo. Ela prevê que, com o passar do tempo e apoio necessário, Erick se tornará um jovem com mais autonomia em sua jornada. “Quando se olha para o aluno, seja com ou sem deficiência, você tem condições de perceber as habilidades que ele tem e investir nelas. Foi isso que o professor Edmilson fez. O Erick já veio com essa habilidade, explorou e desenvolveu. Existem perspectivas de universidade e mercado de trabalho, desde que seja assistido. A gente não nega e nem recusa, e sim trabalha com eles”, afirma Cassia. Em casa, Erick divide as atenções com o irmão Enzo Gabriel, de 6 anos, que também é autista. A mãe, a dona de casa Eliane Alves Pinheiro, afirma que passa “o dia todo de olho” na dupla. “O Erick não é tanto de conversar. Ele entra no computador e começa a conhecer diferentes locais. Ele não é de bater papo, só responde o que você pergunta. Agora que ele vai entrar em uma nova escola, espero ter o mesmo apoio de antes. Espero que ele não tenha dificuldades para se adaptar. É uma escola nova, tudo diferente”, conta Eliane, que ficou emocionada e orgulhosa com o lançamento da obra. [[legacy_image_19446]]