Desde 2017, já foram entregues 1.644 moradias no município (Alexsander Ferraz/ AT) A habitação como forma de dignidade social. Esta é uma aposta de Guarujá, que tem focado na necessidade de moradias dignas, especialmente para áreas de vulnerabilidade social. De acordo com a Administração, foram entregues 1.644 moradias desde 2017. “Estamos tirando essas pessoas de vulnerabilidade habitacional e levando para unidades habitacionais dignas”, afirma o prefeito Válter Suman. Ele ressalta que estão em construção 799 unidades habitacionais. Destas, 240 no Cantagalo serão para famílias que foram atingidas pelo escorregamento de terra nos morros da Barreira do João Guarda e Bela Vista, em 2020. A expectativa é de que sejam entregues até o final do ano. “O Município investiu cerca de R\$ 52 milhões de infraestrutura nesses locais (Parque da Montanha e Cantagalo), com esgotamento sanitário, água, pavimentação, calçamento, jardinagem e iluminação. Obras necessárias que, sem as quais, não teria condição de levantar esses condomínios”, salienta. Regularização O outro lado da inclusão, por meio da habitação, está na regularização fundiária. Foram entregues 5.205 escrituras definitivas de imóveis e terrenos, especialmente nos bairros Morrinhos 3 e 4, Cidamar, Novo Horizonte, Mangue Seco 1 e 2, Santa Cruz dos Navegantes e Maré Mansa. Todo o processo é baseado na Lei Federal 13.465/2017, que institui normas e procedimentos aplicáveis sobre a Regularização Fundiária Urbana (Reurb). “Temos feito um enfrentamento ao déficit habitacional do nosso município”, afirma Válter Suman. Água A falta de água em áreas como Vicente de Carvalho tem gerado transtornos. De acordo com o prefeito, o diálogo com a Sabesp é importante, mas sem “baixar a guarda”. “A estiagem afeta toda a Baixada, mas Guarujá tem sofrido mais por causa da reservação. A Cava da Pedreira (obra embargada por conta de um impasse judicial), em um período como esse, seria segurança hídrica de até dois meses. Insistimos que fossem buscadas outras fontes de captação, e assim aconteceu no sistema de captação do Rio Trindade. A população cobra, eu cobro, inclusive ações paliativas, como caminhões-pipa em determinados pontos, para que o sofrimento da falta d’água não aumente mais. Enquanto não resolver essa questão da reservação, estamos buscando outras fontes”, argumenta.