[[legacy_image_277921]] A história de Guarujá remonta, praticamente, à época da chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil. A primeira visita ao território, situado na Ilha de Santo Amaro, aconteceu em 22 de janeiro de 1502, mais precisamente na parte ocidental da ilha — atualmente, a Praia de Santa Cruz dos Navegantes. Foi feita pelos exploradores André Gonçalves, Américo Vespúcio e suas armadas. Em 1534, o rei de Portugal, dom João III, doou a Ilha de Santo Amaro a Pero Lopes de Souza, donatário da capitania na época. A geografia, com muitos morros, a hostilidade indígena e as áreas pantanosas atrapalhavam a estabilização de colonos. Sem investimentos, a consequência foi o abandono por mais de 300 anos. Apesar disso, a importância estratégica da ilha era evidente, considerando que servia para a defesa da entrada do estuário. Em todos os lados, há fortes. Dois exemplos são a Fortaleza da Barra Grande, erguida em 1584, e o Farol da Ilha da Moela, de 1829. As poucas atividades econômicas — extração de óleo de baleia, pesca e poucos engenhos de açúcar — ajudaram na formação de um povoado: Guarujá foi elevada à condição de vila em 1832, por intermédio de um decreto imperial. Em 2 de setembro de 1893, Guarujá se tornou vila balneária. A preparação para isso começou um ano antes, com a criação da Companhia Balneária da Ilha de Santo Amaro, pela Companhia Prado Chaves. No pacote, foram encomendados dos Estados Unidos um hotel, uma igreja, um cassino (o La Plage, destruído por um incêndio em 1897 e reconstruído posteriormente) e 46 chalés residenciais desmontáveis e construídos em pinho da Geórgia. Para que tudo isso funcionasse, foram providenciados serviços de água, esgoto e luz elétrica. A ligação entre o estuário de Santos e o local foi feita por uma estrada de ferro. O Ferry Boat, serviço de travessia marítima entre as duas cidades, começou a funcionar apenas em 1922.